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Archive for the ‘Papéis guardados’ Category

Ter você era a minha fuga.

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caderninho

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tem um segundo do dia que a felicidade vem feito enxurrada e parece a coisa mais forte que pode acontecer. todos os dias, por um ou dois segundos. sem motivo, explicação, chutando a inquietação. e sem pressão, sem eu forçar, sem boicote intencional positivo. nem chocolate. nem abraço roubado. nem a voz conhecida no telefone. é assim, do nada, vem e passa. aliás, enquanto escrevo, ela se vai. do mesmo jeito que veio. subitamente. e sei lá. tem dia que eu tento segurar com todos os dedos e unhas e dentes. e tem dia que eu quero mesmo é percebê-la. e só. a dor toda não me faz nem mais forte, nem mais madura e muito menos mais feliz. hoje não tá me importando. não estou dando a mínima. a rejeição passou por aqui. mas pode fazer a curva a qualquer momento e cair fora de vez. porque agora eu deixo. o caminho tá liberado. estão desatando o tal nó. e eu acredito nisso. hoje. e não faço idéia do tempo de duração. hoje e pronto. e ponto. e eu prometo que não vou mais te amar. porque eu li ontem uma conversa de msn que eu não lembrava mais que existia. nem era a minha voz com a sua. era uma amiga. mas você perguntava de mim. pra ela. e respondia a pergunta que eu nunca imaginei ver assim claramente: você gosta dela? e você: não. e é isso. eu já tinha lido isso. mas a memória me boicotou. ou o coração. sei lá. e por sorte eu tinha em documento do word. esse word ainda me salva, sempre digo. o que importa se estou falando no assunto de novo? nada. não importa. só quero lembrar sempre disso. eniaótiu, não. e talvez por aqui eu passe mais vezes. então eu não vou mais te amar. e eu tô com uma fome absurda. toda hora uma coisa diferente. temaki, morango com chocolate. tremoço, camarão, casquinha de siri, batata-frita, alface com rúcula, tomate com bastante sal, pizza, palmito, mousse de limão, salmão, arroz da minha mãe, molhinho do meu pai. pois é, quero que chegue logo dia dezessete. quero a cerveja, o sol, o sorriso, a música e a paz. ansiedade é um troço que não aprendi a lidar. e nunca saberei. já sei que não. é a criança que eu bloqueei a saída de mim. e têm as peças de teatro que eu tenho visto. devia comentar. eu sei. devia tanta coisa. devia mesmo é caminhar e voltar a me exercitar. mas como é difícil largar a cama. viu, o Sol é mesmo lindo.

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Essa borboleta aí no dedo faz algum sentido. Tudo por aí tem algum sentido pra alguém. O duro é entender e aceitar. Eu queria aceitar que você não me ama e seguir por aí. Voar com a borboleta do meu dedo. E não pensar no dedo de mais ninguém. Nem sentir mais vontade com você. Porque por sua culpa eu já não sinto mais vontades. Ou não me deixo sentir. Me bloqueei. E a vida fica me mostrando que têm outros sentidos. Ou me obrigando a reconhecer outros sentidos. Ontem ouvi alguém dizer que não tem mais motivos pra viver. É triste não ter bons motivos para acordar e enfrentar cada segundo de cara feia da vida. E de falta. E de medo. Porque tudo agora me dá medo. Chegar perto me dá medo. Esbarrar em você me dá medo. Te olhar sem sorrir me dá medo. Sorrir me dá ainda mais medo. Eu penso que se eu sorrir você vai achar que eu te amo. Se eu te olhar você vai achar que eu te amo. Se eu te convidar para almoçar você vai saber que eu te amo. Eu ainda te amo. Para sempre vou amar. Isso nunca vai morrer. E isso já não faz mais sentido. O seu não querer me deixou sem sentidos. E volto pro início. Não ver sentidos. Não ter mais coragem nem de tentar. E não é mais tentar você. É tentar continuar só. Consciente do amor dentro e fora e por todos os lados de mim. É difícil, sabia? Quero explicar para as pessoas o quão difícil é, mas ninguém me dá mais ouvidos. Todos dão de ombros pro seu nome saindo da minha boca. Mas é. É difícil sim. E mesmo que ninguém entenda, que você tenha medo de saber que eu sinto, que o mundo todo me olhe feio, eu repito: é bem difícil. Hoje acordei e já pensei na suposta roupa perdida dentro do armário pra agradar você. Sempre, todos os meus dias, eu imagino que vou te encontrar, e de perto você vai reparar na roupa que eu visto. Por mais que eu não lembre nunca o que você veste. Eu chego perto e me perco. É só sentimento, não tem mais pessoa ali. E aí eu levanto, me arrumo e vou pro ônibus. Ali, no ponto, com o fone no ouvido espero pela chatice do ônibus. Dentro dele, do ônibus, penso que sempre penso em você pelo menos uma vez por dia. Hoje pensei isso e logo me dei conta que já tinha pensado antes. Quando abri os olhos. Mesmo antes de levantar. E todo dia é igual. Todo dia é você dentro de mim querendo sair correndo sem ter uma perna, ou duas, próprias. Cheguei e te vi. Mas fingi que não. Abaixei a cabeça e fiz cara de sonsa, de sono, de idiota que sou. Não, eu nem quero mais você. Quem é você mesmo? Minha cara disse isso. Eu tenho certeza que fui convincente. E isso me dói ainda mais. Porque eu queria gritar que te amo dentro do seu ouvido. Eu queria ser eu. Aquela de antes, corajosa. Que assume um sentimento, seja ele qual for, e do tamanho que for. Hoje não assumo mais nada. Nem amor, nem desamor, nem saudade, nem amizade. Nada. Sou nada por medo. Sou nada pra não incomodar. Sinto que incomodo. Na festa de sábado você me deu as costas. Como sempre faz e eu finjo que não percebo. Você mais uma vez baixou os olhos. E me ignorou. Bonito como sempre. Você e a ignorada. Eu fiquei louca. E com vontade de pegar você pelos braços e gritar dentro do seu ouvido. Eu te amo, porra. Deixa vai. Não me trata assim. Eu queria com a maior força que possa existir em mim que você me amasse. Mas isso já sei que está fora das condições humanas. Você não me ama e ponto. Hoje o que eu queria é que você me deixasse te amar. Deixa vai. Só isso. Não me trata mal, não me ignora, almoça comigo, ri comigo, me olha nos olhos, me liga, deixa eu te ligar e não se assusta, não fala baixinho, com medo, grita, berra comigo, pode até brigar comigo, mas não deixa eu me esconder mais. Não deixa eu baixar a cabeça. Não deixa eu fingir. Porque dói. E eu queria um olhar. Um abraço. De amigo, pode até ser. Você pode saber que eu te amo. Não quero esconder, não quero ter medo. Deixa vai. Me olha. Me dá atenção. Ri pra mim. Eu ainda te amo. Pra sempre. Não gosto de fingir. Essa brincadeira machuca. E não vai mudar. Eu descobri isso. Queria te contar também, sem medo de te assustar. De você ficar prepotente. Eu te amo. Isso é bonito. Não dói nada. Mesmo sem reciprocidade. Eu amo. Amor é lindo. Amor é forte e sustenta. Indiferença mata. Saudade corrói. E eu me sinto sozinha, sabia?

(escrito em 27 de fevereiro de 2008)

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