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Archive for the ‘O amor’ Category

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te amo no meio da tarde no tempo errado

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eu não tenho nada pra contar: digitei seu nome sem querer numa conversa no gtalk. era uma palavra que começava com a mesma letra. vou te contar meu pedido que falo tanto. você guarda segredo? hoje tinha um cara alto na feira, comendo pastel com a filha pequena. ela tinha um guarda-chuva desses com orelhas de bicho, sabe? por que será que criança gosta tanto de guarda-chuva? eu gostava de desmontar carrinhos de controle remoto quando era criança. montar que era sempre o problema. não entendeu meu pedido, né? prometo que te conto. com todas as letras. se você me prometer nunca mais parar de ser você.

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ainda é hoje

passou da meia-noite, mas ainda é
foi ele que me ensinou a sonhar
ainda pequenininha
de olhos fechados, querendo a montanha russa
depois eu abri os olhos
e vi que ele continuava sonhando
tentei fazer igual
e não é fácil
é preciso uma mágica que eu ainda não aprendi
ele tem a mágica
e a realidade não chega nem perto
o homem mais feliz do mundo
que disse ainda agora:
ah, acabou,
queria fazer aniversário todo dia

parabéns, pai

por mim pode ser todo dia sim
porque você merece

vem cá:
fecha os olhos

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mãe

assim:

uma mulher cheia de braços e pernas e fôlego e solução pra tudo.
uma mulher doce.
uma mulher que cabe dentro dos meus olhos.
uma mulher que não cabe nesse mundo.
uma mulher linda.
uma mulher enorme.
uma mulher que podia ser todas.

mas que é única.

uma mulher que me viu cair
me estabacar
e tentou sorrir
brincando com os meus tremeliques
brincando com a gordurinha nas costas
me apertando
perdendo forças
pra eu ganhar.

.

.

.

(feliz aniversário)
teamo.

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eu tinha uma bandeira tão leve que eu levantava de um jeito natural. sacudia ela lá no alto e as palavras saíam da minha boca com efeito de discurso, mas sendo natural. efeito de discurso, quero dizer, parecendo forte, certo, com mira, no ponto, aquele tipo de ponto que acerta sem deixar margem para resposta. eu carregava a bandeira. e então, um dia, ela engordou, ganhou uns trezentos quilos. aí ela não sacode mais lá em cima. ela tá tipo presa no meu pé. e eu não consigo andar.

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eu fiz um planejamento: te deixar em paz. me deixar em paz. fui ficando sozinha, falando menos, sonhando menos, cortando os sonhos pela raiz, deixando de dormir, fui andando rápido, pedalando com atenção, fui me equilibrando, sentindo o vento na cara e o cansaço e a vontade de não parar mais, pra não parar e me deixar cair, desequilibrada, cheia de amor. resultei em: eu não consegui. caí. sou a fragilidade em pedaços de corpo. não sou capaz de mudança. não sou capaz de coragem. sou só a capacidade de errar. a capacidade de ser só. a capacidade de me trancar no quarto e reconhecer a dor do maior tamanho que pode existir me apontando o dedo na cara. um amor que pede raiva e de volta dá costas e ombros pra cima e pra baixo: a indiferença. eu sempre tive medo do presente. meu assombroso presente cheio e lotado de realidade. ainda não entendi como é sem você.

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