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Archive for the ‘Desabafo’ Category

olha:
não sei mais.

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tem sempre o pensamento derrotista: não, não, não vai ser como você sonhou nos últimos dias.

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o tempo de uma bolha

ela já está quase desaparecendo. elas, as bolhas, nos dois pés. é esse o tempo?

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sabe quando você vê a merda e mesmo assim não consegue escapar? o circo tá armado e é só nisso que eu tenho pensado nos últimos dias. mesmo querendo, você não vai escapar, é mais uma frase que eu penso. você sabe exatamente o que fazer, mas não faz. porque a merda do que você sabe significa o não-fazer. significa esperar. significa fingir que nada disso está te abalando. significa viver todos os dias sem dor, sem medo, sem sentir. isso não existe na real. é um mundo imaginário. fantástico mundo de bob, eu disse. e tá foda. porque eu levantei quatro horas da manhã e liguei o computador. porque eu não consigo dormir, quatro horas da manhã, e preciso fingir que isso tudo acontece e nada está me abalando. eu odeio não ser eu. eu odeio me censurar. eu odeio ainda mais as pessoas que me censuram. cara, sente o que eu sinto e depois a gente conversa. passei os últimos dias me convencendo que todas elas estão certas e eu sou a única bosta fazendo feder a marmelada. não importa o que eu deixe de fazer, os dias continuam pesados e nada está resolvido. estou aqui, às quatro da manhã, desejando, com a dor calculada do mundo, estar em outro lugar. não adianta me falar nada. não adianta me olhar com aquela cara de desprezo. não adianta me bater na cara. eu tenho medo mesmo é de ser assim pra sempre. a rejeição sempre acompanhando a vontade de estar perto. não importa o quanto eu apanhe, o sentimento parece mais forte que a própria respiração. se eu pudesse escolher ser diferente, não mudaria um segundo só de pensamento nisso tudo. mudaria a receptividade. isso sim eu mudaria. que custa gostar uma vez só do meu jeito louco de gostar? que custa gostar uma vez só dos meus telefonemas às quatro da manhã? que custa ouvir a minha voz no telefone e me oferecer um abraço bem na hora? que custa ouvir todos os meus pânicos deitado do meu lado na cama? que custa passar a mão no meu rosto e dizer que não vai embora, que vai atender quando eu ligar, que gosta de mim exatamente assim, sem moldes, sem a sociedade gritando que deve ser diferente, sem o silêncio constrangedor? um dia eu vou morrer e tudo isso vai acabar. me deixa tentar do jeito que eu acho bonito. eu não quero ser um boi.

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já é tarde, é sexta-feira, quase sábado, e eu vim numas de escrever qualquer coisa que limpe um pouco meu cérebro. qualquer coisa não existe e logo vou escrevendo o que de fato vier à cabeça. as coisas não acontecem como eu sonhei que aconteceriam. o mundo dá volta, é o que dizem, mas o que eu sinto mesmo é um ponto fixo que me puxa sempre pro mesmo ideal, dias e dias depois. anos, meses, horas ou o que quer que marque o tempo. não sei dizer por qual razão as coisas deixam de acontecer e me sinto cada dia mais sozinha. eu sei que não basta fechar os olhos e desejar um mundo ideal. eu sei muito bem disso. aprendi lá atrás em algum dia da minha adolescência estranha. lá eu já construía idéias no papel que não passavam de aventuras da imaginação. eu construí um castelo cheio de detalhes e planos a, b e c, mas ele não vingou, o tempo passou e eu percebi o quanto sou criativa. gostaria de ser mais prática às vezes. o fato é que eu construí um ideal que não existe e se existiu alguma vez não teve forças para continuar. até aí tudo bem, construo um novo raciocínio e meio que compreendo. o que não se resolve é o fato de algo me fazer voltar sempre para isso. não entendo. por que uma merda de uma intuição me faz voltar e voltar e voltar? eu sei que em alguns momento eu decido completamente pela distância absoluta dessa volta. e entendo que é o melhor que eu posso oferecer a mim mesma. já decidi isso algumas vezes. mas aí vem a merda da intuição e me diz que dessa vez vai ser diferente. ei, eu sei que não vai. eu sei racionalmente e emocionalmente, então me larga, por favor. me deixa dormir, me deixa andar por aí, me deixa ouvir músicas, me deixa ler livros, me deixa vagar pela internet livremente, me deixa ver filmes, me deixa viver, me deixa acreditar no que eu ainda não conheço, por favor.

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RIA (R-I-A)!

e quem me segura nessas horas? o humor, é claro. resposta pronta, copiada e encarnada na vida real. o sol ajuda nessas horas. umas boas palavrinhas que saltam sei lá de onde também ajudam. faço piada e rio de mim mesma, é assim que acontece. não dá tempo de meter o chicote nas atitudes já tomadas. porque o sol não deixa e só por isso. se estivesse chuviscando aquela água fria e feia de são paulo eu estaria cutucando a ferida com algo afiado e limpando as bordas com alguma colônia vagabunda. assim a vida pode ser quando o humor escapa e as nuvens ficam escuras. por enquanto faz sol e eu sorrio quando abro a janela do quarto. ontem eu dormi tendo esperança e fritando de calor. o vai e vem na cama sentindo o calor é infinitamente mais feliz que o vai e vem na cama escondida embaixo do edredom com a cabeça fritando de medo. a esperança se materializou em não-possibilidade e eu só quero dormir feliz com o meu time na liderança. eu ando escolhendo as brasas que podem virar fogo. assim é mais prazeroso. e viva o futebol. e viva o meu pai que me colocou nessa desde pequena (com o time certo).

não me sinto mal com a tentativa, isso é ótimo. não me sinto idiota. só um pouquinho.

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não, eu não ganhei.

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