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Archive for outubro \31\UTC 2011

vem?

o tempo tá correndo de um jeito que parece feito sob encomenda. um tempo que não dá tempo de lembrar. e a agenda cutucando o cérebro enquanto durmo. tenho sonhos que não fazem o menor sentido. e aí eu saí no final da tarde pra almoçar. voltei com uma garrafa de champanhe. era como se eu tivesse olhando as prateleiras  no supermercado e alguém me dissesse: compra que você terá o que comemorar. lembrei da minha irmã, que diz pra preparar o terreno pra atrair as coisas. eu só tenho um pedido há tanto tempo. o mesmo pedido de todos os dias. eu fechei os olhos e pensei nele. um pedido feito com letras, som, cheiro e imagem. quando ele vier, teremos champanhe gelado.

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eu podia não saber nada sobre ele. mas eu sinto que sei. e me perco em tanto desejo e coragem logo seguida de um medo pavoroso. não, não é medo, é algo como: não preciso dizer nada, eu sei que você sabe. e não é nada, um segundo depois. e é tudo todos os dias. fico pensando em dormir, porque eu sempre sonho com ele.

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tinha um trator no meio da rua e pedras enormes por todos os lados. eu levantei e pisei na água que vinha por baixo da porta. o elevador em curto por causa da água. meu pé tocando o chão agora de verdade com força de quem não aguenta mais o choro de criança durante a noite. tenho vontade de dormir de verdade. acordar de mentira. e caminhar por caminhar. agora só trabalho com sonhos gigantes, monumentais. a luz logo na entrada do túnel. porque têm pessoas que nascem sem saber esperar e se enroscam nas próprias pernas, mãos e sonhos. quem não sabe aguentar o dia seguinte, melhor deixar de sonhar. ele disse: o seu problema? seu problema é que você sonha demais. não parecia certo alguém falar dessa forma. então fica claro. e abaixo a cabeça com olhos envergonhados. levantei tarde da tarde e fui ao cinema. fico constrangida com tanta esperança que me nasce, transborda, enquanto perco olhos, ouvidos e olfato dentro do cinema. como enquanto vejo eles tocando no pequeno palco, de olhos vidrados, meus neles, deles nas guitarras, pratos. vou deixando meus demônios pelas madrugadas observada por pensamentos de: ela veio sozinha? sozinha. eu canto sozinha no chuveiro. bem alto lembrando de peles e pintas em formato de coração embaixo do pescoço, no peito, um pouco pra cima, do lado esquerdo, nos meus dedos da mão direita, que tocam e guardam a sensação. até quando um corpo aguenta uma saudade? coloquei toalhas embaixo da porta da sala. não entrarás mais o que não tiver convite de olhos brilhantes dizendo baixinho e tímido: entra, fica, somos tudo você.

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fica em casa
e olha a chuva pela janela
molha tudo
e começa de novo

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eu tinha um aviso na porta: se não quiser ficar, não entre.

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uma lembrança errada
do tamanho de uma grande rede de lojas
que não pára de passar na televisão

podia pelo menos ser uma marca menor
sem comerciais na televisão

desliga!
vou pra rua
se desliga

tem sorriso e frio na barriga
vendendo na padaria

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corações

o mario voltou a escrever no blog. e tem isso que ele diz no meio de tudo: “era imperativo que a gente envelhecesse logo porque ainda não inventaram nada que possa parar um coração inconsequente. E eu não acredito mais em corações que ponderam”. sabe, eu também não acredito.

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