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Archive for junho \27\UTC 2011

porfavorporfavor

olha, eu to cansada, viu. sabe, cansada? cansada de correr, cansada de procurar apartamento, cansada de fazer o que tem que fazer e dar errado, cansada de tentar e acabar pior, cansada de esperar que dê certo, cansada de não dormir pensando no que eu tenho pra resolver no dia seguinte, cansada de olhar tudo o que eu fiz de grave, cansada, cansada, cansada. exausta. assim, deus, manda aí um milagre pra eu ganhar um gás, manda? uma coisinha mágica e a minha cara de cu renovada. garanto.

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hoje eu cantei no banho.
fazia tanto tempo.

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As pessoas têm a triste mania de se ausentar achando que isso explica tudo.

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mãe

assim:

uma mulher cheia de braços e pernas e fôlego e solução pra tudo.
uma mulher doce.
uma mulher que cabe dentro dos meus olhos.
uma mulher que não cabe nesse mundo.
uma mulher linda.
uma mulher enorme.
uma mulher que podia ser todas.

mas que é única.

uma mulher que me viu cair
me estabacar
e tentou sorrir
brincando com os meus tremeliques
brincando com a gordurinha nas costas
me apertando
perdendo forças
pra eu ganhar.

.

.

.

(feliz aniversário)
teamo.

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faço o mesmo caminho todos os dias.

(e a ideia era falar sobre os mesmos começos, meios e fins. de uma vida. a minha)

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vinha descendo segurando a ansiedade no bolso do casaco pra ninguém ver. tinha subido antes. é sempre a ida e a volta, o começar e o recomeçar. tinha pensado em viagens longas para cidades quentes. pensava na falta de janela e do excesso no quarto. nunca é o que tem que ser. ou melhor, sempre é o que tem que ser. minhas frases não têm mais conexão. é um tal de nunca baseado em fatos reais. um jeito de jogar com a necessidade de fim. eu fechei os olhos e pedi pra são longuinho. ia escrever o pedido pra ver se ganhava força. lembrei que quando escrevo, perco a força. me explico. conto os segredos. tá tudo aqui, se mostrando pelos poros, pelo suor que não é fedido no frio, que quase não acontece até, mesmo de bicicleta, só naquela parte das costas. essas subidas todas que vão me apontando o futuro. como pode alguém nunca ter pensado o futuro direito? pensado de verdade. sonhar não é pensar. sonhar é só sonhar. e tem quase nada de valor real. ele diz assim: tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. e depois: você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser. e mais: quando chover, deixa molhar pra receber o sol quando voltar. e eu acho bonito. fico cantarolando na cabeça. é assim, uma alegria triste, uma tristeza alegre.

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eu tinha uma bandeira tão leve que eu levantava de um jeito natural. sacudia ela lá no alto e as palavras saíam da minha boca com efeito de discurso, mas sendo natural. efeito de discurso, quero dizer, parecendo forte, certo, com mira, no ponto, aquele tipo de ponto que acerta sem deixar margem para resposta. eu carregava a bandeira. e então, um dia, ela engordou, ganhou uns trezentos quilos. aí ela não sacode mais lá em cima. ela tá tipo presa no meu pé. e eu não consigo andar.

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