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Archive for janeiro \13\UTC 2011

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o fim é o silêncio.

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queria ter guardado um pouco daquela sensação para estes dias. eu bem que tentei, mas não inventaram a fórmula do armazenamento de boas sensações. tem a memória, mas ela nem sempre vem quente e com fogos de artifícios. tentei algumas fórmulas prontas: mudança no cabelo, tatuagem nova, caminhos alternados, trabalho novo, poucas palavras, grandes olhos. quando acostuma-se a enfrentar fica difícil fugir. coragem é exatamente isso: conseguir fugir. talvez seja a hora de parar logo com isso aqui, esquecer blog e palavras cansadas. talvez seja a hora de escrever alucinadamente. talvez não seja hora de nada, que é o mais provável. sabe o que eu fiz ontem? cinquenta abdominais antes de dormir. antes fosse verdade. o mais comum é não gostar do trabalho que se trabalha. o mais comum é acabar com o dinheiro antes de acabar com os dias do mês. o mais comum é tomar cerveja para acabar o dia sem dúvidas ou arrependimentos rondando a cabeça. um editor conheceu o bukowski antes de qualquer livro publicado e ofereceu pra ele uma mesada eterna, mesmo que ele não escrevesse uma palavra sequer. em menos de um mês ele tinha o primeiro romance pronto. eu vi no documentário na tv cultura antes de ontem. eu gosto dos olhos do bukowski. antes de ontem eu tinha esperanças escondidas no meu corpo. não gosto mais delas. não sei se continuo por aqui. vou escrever algo que pareça com despedida e agradecimento. que não pareça tão triste quanto é. que seja ponto final, porque eu preciso de verdade aprender a usá-lo. quando eu fecho os olhos eu me vejo feliz, sem sorrir escandalosamente, um feliz quase poético, quase de cinema, feliz com livros prontos e uma editora, feliz numa noite que vai ser a minha noite, a noite em que eu consigo de verdade alguma coisa.

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o Corsaletti

“o bom de morrer de amor é que você continua vivo”

(Fabrício Corsaletti em Golpes de Ar)

 

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mais um texto meu na revista do Fabrício Brandão e da Leila Andrade:

tem um martelo martelando a cabeça por dentro
Juliana Gola

o rosto vai envelhecendo sem idade, a pele deixando nascerem marcas e vermelhões. tanto desgaste recai sobre as características físicas. também. correndo não se chega, parado não se anda, andando não se aguenta. o cabelo cai, as unhas doem, a barriga amolece. não é uma questão de idade, é a auto explosão refletindo. e somando. é também a explosão que vem de fora. quadrada. as pernas vão cansando, os olhos caindo, os lábios tampando o que nem os dedos mais escrevem. não se arreganham mais as palavras. não se soltam mais os sentimentos. mal nascem. definhar é também isso: deslocar as belezas pra bem longe. em todos os sentidos. de todos os sentidos. o vidro nem sempre quebra por inteiro. vai deixando os cacos pelo caminho. parecendo poesia. imitando drama. querendo ser apenas ficção.

(Formada em jornalismo, no sentido burocrático da coisa. A formação, que comanda mesmo, a que está sempre em movimento, me veio, e ainda vem, pela literatura, com respingos do cinema, da música e das mais inusitadas formas de expressão. A não-expressão corre junto. Escrever foi só um jeito que eu descobri de não sufocar, o resto é cotidiano)

AQUI.

obrigada, Fabrício e Leila. adoro o trabalho de vocês…

 

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sessenta dias e eu ainda não consigo.

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esses restos

talvez a frustração esteja no hábito de desejar. pensei em hábito, mas pensei também em vício, coragem, desespero. como pensei em desejar, mas pensei também em sonhar. são só palavras e um algo sem tamanho que fica dentro, mas me tortura com a vontade de se colocar do lado de fora, no rosto, no corpo, nas mãos, nos meus olhos. não é o que eu queria e nem como eu queria. minha cabeça dá voltas pra tentar não desejar mais coisa alguma. minha cabeça fica em silêncio.  o caminho é o que dá as caras, sem atalhos ou a força extra de derrubar muros. atravessar mundos. desbravar florestas. não é mais o medo de não conseguir. essa questão ficou ultrapassada. é um passo dado que não deixa opções de desvio porque elas simplesmente não existem. essa noite eu sonhei que dançava. o cara gigante que me tirou da merda uma vez me acompanhava. e a gente ria. e eu dizia pra ele parar de brincar porque eu não estava brincando. eu dizia rindo. tenho sonhado cenas incríveis. acordo estupefata. quem usa a palavra “estupefata”? acordo e fico com um sorriso besta no rosto. fecho os olhos e abro o mais rápido que posso: ele continua lá.

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dois mil e onze

é como se agora eu fizesse apenas o que tem que ser feito. nem mais nem menos.

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