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Archive for maio \29\UTC 2009

À deriva.

assisti o filme novo do Heitor Dhalia. saí do cinema como se deve: encantada.

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queria me declarar. derreter em amor em palavras em sensações que pulam do computador e sentam no colo aí de quem passar despercebido. queria mesmo dizer bonitezas. imaginar e sonhar e cair eu mesma no colo de alguém. dessa vez alguém ligado que tivesse me percebido. triste essa frase última. parece uma pedra latejando feito dedo preso na porta ou acertado pelo martelo. sabe cena de filme ruím de sessão da tarde? sabe cena de gente sorrindo e amando e se percebendo? queria. e queria mesmo ter vontade de continuar como se não houvesse a solidão e o fato de sermos mesmo cada dia mais e mais e mais sós. queria falar menos mesmo para não parecer tão desesperada pelo mesmo pela confirmação pela ênfase. mesmo mesmo mesmo. odeio quando sou repetitiva. me odeio. odeio muito ser estar assim porque eu penso mesmo que estou sou e não o contrário e me envergonho e sei lá parece tudo uma grande besteira. hoje no ônibus senti medo por duas vezes seguidas e com pessoas diferentes. o discurso, o mesmo. o tom da voz, o mesmo. a miséria, a mesma. por que tão pouco? miseráveis tantos. juro que me dói. o juro em questão parece ter a mesma intenção estranha do mesmo. me reafirmando. me defendendo. não há defesa. somos e sou e já foi. são poucas as mudanças. o sentido às vezes é somente captar o que ficou em algum lugar e que parecia mais. não tão pouco. ou talvez perceber que não foi tanto nem naquela época. é tanta besteira e quase nada prático. é vazio e solidão e quase nada mais. e é triste por isso incomoda senão ficaria por isso mesmo. e é exatamente esse o ponto. o incômodo. se há incômodo há o grito por mudança? mexa-se, mexa-se? sim. tem um bichinho escroto querendo sair de dentro. pular pra fora e arrebentar o que tiver pela frente. as amarras. e sorrir como no outro final de semana. e sorrir sorrir sorrir.

Assim:

Nunca beijei tanto como hoje
Ou nunca beijava tanto como hoje
É, fazia tempo que não beijava como hoje
 
E vai crescendo a sensação
A vontade de não sair daqui
De mim mesma
E te pegar pela mão
E mostrar o caminho
Deixar feijões pelo caminho
Dar pistas falsas com dicas precisas para o acerto
Apesar de
Porque é preciso chegar aqui
E não me deixar sair
Me beijar como nunca
Te beijar como há tempos
A pressa de me olhar por todos os lados
A pressa de te consumir por dentro
 
Vamos?
Não há o jogo portanto nada de palavras bonitas
As bonitezas todas despovoadas
De imaginação
De coragem
De vontade humana de repetir
Ou sei lá
Descobrir
Eis o que não há

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Rabiscando.

Rabiscando. Tentando colocar alguma coisa no papel. Me dou prazos que nunca consigo cumprir. Mas continuo tentando. Alguma coisa deve sair. O problema é que não quero o “alguma coisa”. Quero A coisa. Às vezes parece que ta aqui. Às vezes parece que nem existe. A criatividade não é a forma mais clara de Inteligência? Li algo do gênero. Não lembro bem. Ando lendo bastante. Assim, não andando e lendo ao mesmo tempo. Apenas lendo. Deitada, sabe? Me confundem algumas palavras. E preciso explicar. Exemplificar. Explicar de novo. Dizem que não se deve menosprezar o leitor. Vivo me menosprezando. Menosprezando a mim mesma. Isso mesmo. Como leitora dos meus próprios escritos. E já nem lembro porque comecei. Não sei qual a causa, qual o efeito… Assim, qual o efeito que eu gostaria de causar, entende? Como é o processo? Nunca concordei muito com essas análises de grandes obras. Não há isso. Nem sempre o escritor tem todas essas intenções. Tem? Não sei. Nunca acreditei nisso. Ninguém é Rambo toda hora. Super homem, Batman, entende? Acho que algumas coisas vão nascendo mesmo. E de repente ganham um puta significado para quem lê. E quem lê acredita cegamente que a idéia era essa mesma. Engraçado. Só rindo. Meu prazo termina amanhã. Coloquei praticamente uma faca nas costas. Deve me assustar de alguma maneira. Não sei se positivamente. De repente eu me travo toda. E aí não sai mais nem um suspiro. Já pensou? Ave nossa! Bem provável. Se bem que reajo bem a pressões. É um certo estímulo me apontar o dedo na cara e dizer: duvido! Sei lá. Sou de lua. Às vezes funciona e é até afrodisíaco. Dá uma quentura. Mas às vezes nem me pega. O ouvido fecha. Os olhos fecham. A adrenalina toda nem se mexe. E cago pra quem ta me pressionando. Cago, sabe? Me faço de morta. Isso também serve quando a pressão vem de mim pra mim mesma. Ou cago. Ou me chicoteio até conseguir. Sei lá. De lua mesmo. Não sei. De repente eu consigo. Dessa vez. E amanhã cumpro meu prazo. E semana que vem as coisas andam. Papel, carta, selo, dinheiro, tudo com perninha andando ligeiro pra lá. Sem compromisso. Pra se exercitar mesmo. Essa é sempre a desculpa. E a defesa.

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Retifico

Preciso dar o braço a torcer. Fui ontem à pré-estréia do filme A mulher invisível e gostei. Ao contrário do que falei dias atrás, não é um filme imbecil feito aqueles americanos que o cara gosta da gorda, mas vê uma mulher linda e tal. Esse é bem feito, o Selton Mello, pra variar, tá fenomenal e a história aconteceu sem que eu tivesse que ficar olhando o relógio a cada segundo pedindo pra acabar logo. A história toda você pode ler ali no site dos caras mesmo. O que eu digo é que gostei, tem bom humor na medida, me fez rir, me encantou e me fez lembrar de coisas. Mas isso deixa pra lá que não é importante. Assista!

O Selton é o cara. Repito!

….

Ontem foi dia 18. Dia dezoito de maio não é dos dias mais felizes na minha vida. Lembro de dias difíceis. E difíceis no sentido mais pesado que pode existir. Difícil de verdade. Em dois mil e dois, o acidente. Em dois mil e seis, o derrame. “Engraçado” que nas duas vezes foi só o começo. A morte veio só depois. Lembrei disso várias vezes ontem. E o dia se foi. Ufa!

….

amor,

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Adorei isso:

enterrei

Do blog: Contos de Fábrica

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Segue o jogo

Não sei bem o caminho. Mas às vezes parece que já estive mais perdida. De repente tem um pontinho de luz ali na frente. Nem perto de ser o final do túnel. E de repente isso é bom. Continuando a seguir. Nade, continue a nadar. Procuraaaaando Nemo. Procurar pode ser mais trabalhoso que achar. E muito prazeroso também. E aí eu volto a ser quase uma menina acreditando. Não necessariamente em que ou quem. Simplesmente acreditando. E seguindo. Subiiiindo a montanha, sem fazer manha. Há! Gostava disso. O Hugo. Que infância feliz, eu penso. As sensações às vezes não são frescas quando têm que ser e não sabemos na hora que é felicidade. Há um trabalho para isso. Pescar o momento. E copiar o sorrisinho alheio. Os outros são portadores de uma grande corrente de felicidade. E isso não é auto-ajuda e muito menos Paulo Coelho. É assim. Os outros. Nós e os outros. Eu e eu. Nós todos abraçados, embriagados, sorrindo. Bonita e chata a cena. Parece email com ppt. Mas é. E a Clarice disse que a palavra mais bonita do dicionário em português é: é. Tem apenas uma letra, ela diz. Simples. Eu agora vou fechar os olhos e abrir um sorriso. É sexta-feira e as sextas-feiras significam isso. Não preciso lembrar sempre do que não é. O não acompanha, mas não substitui. Tem que pensar assim. Deixar o pensamento abstrair. Acalmar o coração e deixar acelerar naturalmente. Sem intenções. Sem manipulações, entende? Ele acelera sozinho. Juro. Aconteceu de novo. E eu sonhei de alguma forma com a idéia. Quando acelerar e entrar no sonho eu vou saber. E eu cansei de entender. Porque nesse caso não é, mas é. Como pode? Sei lá. Pouco importa. Ta frio e eu penso no Chico, na Clarice, no Eduardo, no Michel, no Mário, no Marcelo, na Ivana, na Clarah, nos escritos todos que ficam passeando pelo meu corpo e me dão uma força que eles nem imaginam.

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Assim, assim.

Eu gosto de quando você olha assim pra mim, ele disse no meu sonho. Ele tem os olhos bem pretos e o cabelo claro. Não é comum essa combinação. Sempre que olho pra ele lembro da filha do meu ex-vizinho que tinha o cabelão quase na cintura, claro, e os olhos muito negros. Ela era criança ainda, uns quatro anos, e me olhava de um jeito tão intenso. Sabe aquele olhar compenetrado de quem se interessa por quem está falando ou se mexendo ou simplesmente existindo? Assim que ela me olhava. Deve ser assim que olho pra ele quando ele me diz isso. Eu gosto de quando você olha assim pra mim. Assim, assim. Intensamente? Compenetrado? Interessado? É tudo isso junto. E mais um pouco. Uma grande dose de curiosidade. Queria me jogar dentro dele e fazer um passeio pelos pensamentos mais estranhos que ele tem enquanto come, por exemplo. Sei lá se pensamos alguma coisa enquanto mastigamos e trituramos o alimento pra dentro do corpo. Sei lá. Mas queria estar lá. Me jogar o mais dentro possível. E me empanturrar de idéias imbecis enquanto ele assiste os simpsons. Deitar e rolar nos sentimentos dele enquanto ele toma banho. Sentimentos? Sei lá. Aqueles olhos ali devem sonhar até durante o banho. E nem to caindo na tentação de explorar os desejos mais eróticos do cidadão. Tenho medo de cair por aí e não conseguir mais desviar a minha boca da dele enquanto conversamos como amigos de infância no sofá da sala da casa da mãe dele. Quando não há sexo ainda há algum controle. Com sexo e vinho, por exemplo, o controle não fica nem sequer por perto, de sobreaviso, na esquina. E se eu te beijar agora? Você vai ficar de olhos abertos pra eu te olhar assim, assim? Fica. Olha. Presta bem atenção nos meus movimentos. Eu controlo tudo isso aqui de uma forma que você nem imagina. Sabe controle monitorado pelos batimentos cardíacos, tesão, entrega absoluta, amor? Não é bem um controle, né? Mas é consciente. Juro! Pode olhar. Olha bem que você vai reparar. Essa sou eu. Completamente eu. Não há nada mais eu do que essa daí que você olha com esses olhos compenetrados. Isso eu chamo de viver. Pra mim é isso. A vida inteira resumida em alguns trilhões de segundos misturados em momentos que não podem ser medidos ainda pela raça humana: Eu. Viu?

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