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Archive for março \31\UTC 2009

por aqui,

hoje não escrevi. o telefone tocou por todos os lados e eu não parei. prometi chegar em casa e não ligar o computador. jogar o corpo no sofá e não mais usar o cérebro pra grandes funções. jogá-lo junto no sofá e colocar na bandeja a televisão e todo o seu não-pensar. entretenimento. não consegui. queria mostrar algo pro meu pai. e tem sempre que ser na hora. mostrei e aí a janela ficou aberta pra eu passar por aqui e por ali e não conseguir desligar tão cedo. eu quero o livro novo do chico buarque. eu quero tanta coisa, ainda cansada. tive umas idéias bonitas no ônibus. podia mesmo dar certo. passei frio no ônibus. o ventinho de abril tá aí. fiz um twitter também para a revista. programação cultural agora é no twitter. vamos melhorando. ontem eu pedi umas coisas falando mesmo. com voz, raciocínio e ordem. o papel e a força mental não têm tido sucesso. apelei. hora dessas vou acabar gritando lá na frente do municipal. botar voz e loucura nos desejos. não tem sido fácil.

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twitter

Pra quem uma noite dessas ia apagar o perfil do orkut, msn e cia, até que a coisa vai estranha. Mais olhares aqui.

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Não resisti. Me enforquei ainda mais no cartão de crédito. Sexta-feira comprei o livro que estou paquerando desde o ano passado: Eu receberia as piores notícias dos seus lindo lábios. É o título de livro que eu mais gosto até hoje. Lindo, lindo. Comecei na sexta mesmo e já tô naquelas de ler bem devagarinho pra não acabar logo. Prolongar o prazer. Viver é meio que isso, eu penso às vezes. Quem escreveu foi o Marçal Aquino.

Pág. 15

“Ela congelou o gesto de colocar as fotos no envelope, virou o rosto e me estudou, como se avaliasse se eu tinha mérito suficiente para receber o que pedia. Sustentar aquele olhar escuro foi uma experiência difícil. Fez com que eu me sentisse desamparado. Fiquei com a impressão de estar sendo visto de verdade pela primeria vez na vida. E também de estar vendo algo que o mundo não tinha me mostrado até então.
De acordo com o professor Schianberg, não é possível determinar o momento exato em que uma pessoa se apaixona. Se fosse, ele afirma, bastaria um termômetro para comprovar sua teoria de que, nesse instante, a temperatura corporal se eleva vários graus. Uma febre, nossa única seqüela divina. Schianberg diz mais: ao se apaixonar, um ‘homem de sangue quente’ experimenta o desamparo de sentir-se vulnerável. Ele não caçou; foi caçado.”

Pág. 48

“Estou falando da Marinês.
Dona Jane, ainda desconfiada:
De novo? Como é que o senhor aguenta, seu Cauby?
Eu digo que gosto. Dona Jane enérgica:
Muda um pouco o disco, seu Altino. Fala de outra coisa. Fala da vida.
O careca dá uma risada sinistra. Vida. O que resta para ele? O que o careca pode esperar da vida daqui para a frente? Só mais rugas. No entando falamos da vida o tempo inteiro, mesmo quando o que vivemos não pode, de jeito nenhum, ser chamado de vida. Quando não há mais vida, e nada pode ser mudado em nossa história.”

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Candy

candy-poster031

Eu vi esse filme há uns seis meses mais ou menos. Ou mais? Não sei direito. O tempo é estranho muitas vezes. Desde que o vi, as cenas não mais saem da minha cabeça. Me vejo ali, viciada, metaforicamente eu, me debatendo numa cama, sentindo falta, perdendo qualquer controle, chorando, sentindo dor física, incontrolável também. Tem uma sequência de cenas do casal suando, sofrendo, segurando a dor com as mãos, de alguma forma, numa cama quase no chão, que me dá desespero só de lembrar. Ela vai até o telefone tentar mais, ele puxa o fio, arranca da tomada, e chora, se desespera, os dois juntos, loucos, sentindo dor. É tão triste e tão real. Eles sabem que não devem, mas o corpo pede. Talvez o assunto não seja grande novidade. Eu sei. Mas as cenas ficaram em mim. O descontrole também dói. Mesmo tendo consciência de tantas perdas. Mesmo sabendo claramente da situação toda, de fora, de dentro, de qualquer ângulo, ainda assim a vontade sequestra o corpo todo. Que se debate. E sente dor. Apesar de tudo. E talvez isso aconteça porque o corpo quer apenas sentir o mundo dentro dele mais uma vez. E mais uma vez. E mais uma vez. Não sabe, definitivamente, sentir o fim. Não quer saber das explicações ou razões. Quer apenas sentir o mundo todinho dentro dele.

O filme: Candy. Drama. 116 min. 2006, Austrália. Dir.: Neil Armfield. Com Heath Ledger e Abbie Cornish.

Mais: Por que esse cara morreu? O Ledger. Ficava pensando nisso enquanto assistia o filme também. Foi perto de quando saiu nos jornais e tal. Não entendo.

Mais 2.: O filme é de amor também. Bonito. Bem bonito. E um final bem real. Isso também mexe comigo, o banho de realidade do cinema. Quando há isso, já me pega de alguma forma. É a tal identificação. Quando é triste me pega também. Adoro filme triste.

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Um pedido:

eu queria mesmo é passar três dias dentro de um quarto com um cara que sentisse um pouco da vida que eu sinto. dormir a noite inteira com os braços dele sobre o meu corpo.

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eu queria deitar e realmente dormir. a ansiedade não me deixa. uma vontade absurda de correr daqui e chegar ali. sem obstáculos fixos, apenas algumas pedrinhas dessa vez. na minha cabeça as coisas não se completam direito. e eu consigo ver as cenas quase acontecendo. as palavras saindo da minha boca. e sendo possível o sonho que de fato eu sonhei dormindo depois de sonhar acordada. tudo novinho em folha. com aquela sensação indescritível das possibilidades. da resposta ainda por vir porque nem começaram as perguntas. as não perguntas. tão desnecessárias quase sempre. na minha cabeça sai assim: caralho, é você mesmo? aí eu penso: caralho? caralho não, já ia espantar desde o início. aí a cabeça vê a cena assim: eu dentro do elevador, ele entra, de verdade, em carne e osso, eu olho, falo oi baixinho, aí vejo que é ele, de verdade, em carne e osso, em carne e osso, em carne e osso, e o cérebro meio que entra em pane e não sabe direito o que falar, nem aqui enquanto eu penso nem na cena pré-aprovada. mais ou menos assim: quer casar comigo? ser meu namorado? meu amigo? quer uma ruffles? estico a mão e vou de piadinha mesmo: tá, não tenho uma ruffles, mas posso comprar agorinha. no seu apartamento ou no meu? e ele rindo lindamente com os olhos fechando. sim, poderia ser assim. se eu realmente tivesse vinte e quatro anos, coração de vinte e quatro anos e pensamentos de vinte e quatro anos. onde já se viu o ser humano pensar em ruffles nessa hora? o que eu tenho no lugar do cérebro? opção a: uma televisão vinte e nove polegadas? opção b: o mundo mágico de walt disney? opção c: a rede globo no jogo do ronaldo?

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tem um segundo do dia que a felicidade vem feito enxurrada e parece a coisa mais forte que pode acontecer. todos os dias, por um ou dois segundos. sem motivo, explicação, chutando a inquietação. e sem pressão, sem eu forçar, sem boicote intencional positivo. nem chocolate. nem abraço roubado. nem a voz conhecida no telefone. é assim, do nada, vem e passa. aliás, enquanto escrevo, ela se vai. do mesmo jeito que veio. subitamente. e sei lá. tem dia que eu tento segurar com todos os dedos e unhas e dentes. e tem dia que eu quero mesmo é percebê-la. e só. a dor toda não me faz nem mais forte, nem mais madura e muito menos mais feliz. hoje não tá me importando. não estou dando a mínima. a rejeição passou por aqui. mas pode fazer a curva a qualquer momento e cair fora de vez. porque agora eu deixo. o caminho tá liberado. estão desatando o tal nó. e eu acredito nisso. hoje. e não faço idéia do tempo de duração. hoje e pronto. e ponto. e eu prometo que não vou mais te amar. porque eu li ontem uma conversa de msn que eu não lembrava mais que existia. nem era a minha voz com a sua. era uma amiga. mas você perguntava de mim. pra ela. e respondia a pergunta que eu nunca imaginei ver assim claramente: você gosta dela? e você: não. e é isso. eu já tinha lido isso. mas a memória me boicotou. ou o coração. sei lá. e por sorte eu tinha em documento do word. esse word ainda me salva, sempre digo. o que importa se estou falando no assunto de novo? nada. não importa. só quero lembrar sempre disso. eniaótiu, não. e talvez por aqui eu passe mais vezes. então eu não vou mais te amar. e eu tô com uma fome absurda. toda hora uma coisa diferente. temaki, morango com chocolate. tremoço, camarão, casquinha de siri, batata-frita, alface com rúcula, tomate com bastante sal, pizza, palmito, mousse de limão, salmão, arroz da minha mãe, molhinho do meu pai. pois é, quero que chegue logo dia dezessete. quero a cerveja, o sol, o sorriso, a música e a paz. ansiedade é um troço que não aprendi a lidar. e nunca saberei. já sei que não. é a criança que eu bloqueei a saída de mim. e têm as peças de teatro que eu tenho visto. devia comentar. eu sei. devia tanta coisa. devia mesmo é caminhar e voltar a me exercitar. mas como é difícil largar a cama. viu, o Sol é mesmo lindo.

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