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Archive for janeiro \30\UTC 2009

És,

esquecida.

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Quando…

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…as pernas parecerem que não vão aguentar e bambear, mire-as pro céu. dê força cruzando os pés.

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oi.
adoro ouvir sua voz.
você fala e parece que o mundo todo cabe nos furinhos que deixam vazar a comunicação.
não te conheço direito, mas sei exatamente as variações do som que sai da sua boca.
vejo sua boca no balão imaginário que invento enquanto desenho o seu sorriso.
as particularidades todas.
não sei direito o que você gosta de comer, o que pensa antes de dormir e quantas vezes bate seu coração quando os olhos se emocionam.
não tive grandes chances.
do outro lado você parece ouvir minha respiração acelerando e o corpo todo fingindo calma.
você usa o mesmo artifício. finge que não percebe.
o seu subconsciente/inconsciente/consciente mente pra você. tudo finge ser medo e pouco pra você decidir que não é.
eu queria te dizer que tenho sentido coisas estranhas antes de dormir. queria te contar que estou conseguindo a mudança que eu tanto implorei. queria mesmo te mostrar as mudanças e ainda assim fixar na sua mente a memória do que eu ainda sou do que eu sempre era.
continuo confusa em relação às palavras e respostas.
eu adoro sua voz saindo assim pausadamente pelo telefone. calmo, sereno, certo. sempre com a razão da teimosia.
ao vivo as palavras se aceleram, você coloca a mão na boca e se atropela entre dedos, língua, saliva, medos e vontades.
desejos.
pelo telefone há apenas o espaço entre as minhas palavras, o seu silêncio, o seu sorriso amedrontado, o meu riso nervoso, a ansiedade e mais silêncio.
antes, durante e depois.
o espaço até me pareceu comprido nesse caso.
gosto de ouvir sua respiração.
gosto de respirar assim às vezes.
por apropriação.

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Abrupta

não tá sentindo a força?
…foi embora.

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Do jeito que é.

coloquei uma revista do lado da outra na cabeceira da cama. data por data elas foram se enfileirando com as cores que cercam o nome. colorindo. parece engraçado o orgulho que eu sinto. vou expondo tudo que me faz alegre. meio escondidas ainda deixo as cicatrizes materializadas do passado presente. me pergunto até quando. e me respondo que não há prazos porque também limites não há. sabe-se vencidos. mas sabe-se ainda mais perdida. quando não se quer falar de derrota, de não conseguir, das impossibilidades e frustrações e perder mesmo. escondo o que é sólido e palpável. os olhos não devem se pegar olhando. esquece-se. na parede o olho. não é na parede, é atrás da porta. fechada se transforma em parede e aguarda as palavras que vão rechear o branco do teto bem onde se vê a dobra. a dobra que não dobra. o ângulo reto que une o comprimento e a largura. medi tanto ainda vazio e agora ocupado – não cheio, nunca cheio – parece maior. perfeito. torto, sem medidas exatas, mas exato. ou quase. livros, livros e livros conversando sobre a minha cabeça. eles falam e me gritam escândalos na madrugada. pertenço. susto sem medo. presença. mais vazio e menos vazio. junto. o nhec nhec da cama se fez eterno. o peso de cima se foi e o nhec nhec ficou. levo comigo. achei as fotos do primeiro semestre em preto e branco quase da infância. sem pêlos. sem óculos. ainda o verde que eu vejo no preto e no branco. retratos que me arrancam o riso. não chego a parar e pensar e nomear nostalgia. ainda a bagunça tomando a imaginação.   

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Minha São Paulo.

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infinito.

mudamos. setenta e cinco sobe e desce no elevador pequeno. gotas de suor fedendo a camiseta branca. três voltando a ser cinco. dois voltando a ser cinco. paredes limpas quase brilhantes. espaço valorizando cantos e chão crescendo ou diminuindo como se o tamanho fosse relativo. a vida relativa exata quando se olha do ângulo esperado há exatos quinze meses e nove dias. as portas todas abertas parecendo abraço poético de filme romântico, de palavras românticas, de diário antigo escrito por mulheres em séculos espaçados. o amor todinho ao alcance de um corredor branco. janelas, luz, vento, espaço aguardando preenchimento. todos esperam preenchimento. como se fosse possível. para seres inanimados é. você ocupa o espaço com móveis, geladeira, fogão, estantes penduradas, cama, espelho e o máximo que pode acontecer é deixar uma fresta. esquecer, não perceber. e o preenchimento ficar vazado. mas não dói. não deixa suspiros, espera, medo, frustração, insegurança. e ainda tem o sofá.  parece que nunca acaba. ainda bem.

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