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Archive for dezembro \30\UTC 2008

Sua.
Completamente,
eu seria.

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Escorre.

queria terminar o ano desdobrando os pedidos anotados no papel do ano passado com pelo menos oitenta por cento dos desejos realizados. queria dizer que aprendi a enxergar a vida como ela é sem grandes esperas e mais buscas. queria saber exatamente o que escrever sobre o que eu pensei sobre o que ficou por ser dito sobre o que me atropelou e não deixou explicações cabíveis. queria repassar mês a mês e entender o que de bom me aconteceu e o que de bom me fez crescer. queria notar o crescimento em todas as suas possibilidades. o tal do amadurecimento que fica sempre pelo caminho correto que eu nunca sei traçar direito. o correto. o ser exatamente o que se pensa que é.

mas o ano acabou ou está quase lá. faltam alguns instantes. faltam-me alguns instantes que escorrem por todo o corpo dramático e tantas vezes exagerado. escorre. vai escorrendo. cada pensamento de possibilidade. cada segundo de fragilidade por trás do ferro todo que me cobre. de dentro pra fora não é cobrir. de fora pra dentro não presta.

e agora, josé? e agora? o que vai ser? o que muda? o que?

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então eu não entendi nada, fiz minha mala e voltei pra casa.

 

 

 

feliz natal,

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Quase verão

tudo se acabando. os dias escorrendo, as horas brincando de parar quando devem correr e correr quando devem parar. tudo se acabando. eu me acabando. e o céu que não quer sorrir. não quer brilhar. o céu que escolheu ser cinza em pleno quase verão. em dezembro. dezembro, entende céu? precisa clarear. precisa sorrir. precisa parecer que tudo começa de novo com mais esperança, mais amor, mais expectativa, mais realização, mais e mais e mais. tudo mais. o se acabar pra recomeçar. não é essa a idéia? ficou tudo diferente. não mais a ingenuidade dos carocinhos de uva, da romã, do branco, da calcinha nova. ingenuidade? não. é esperança. é ser humano tentando ver o mundo feito Polyana. Polyana também é ingenuidade. ou lição de auto ajuda. ou não. porque ano novo representa um bocado disso tudo mesmo. piegas mesmo. surreal mesmo. sem racionalidade. porque falta tanto. e tudo parece ainda mais cinza. mais chuva que não limpa. mais falta de explicação pro que não deveria nem precisaria (ó Dio!) de explicação. porque seria diferente. claro. o natural. que é absurdamente contrariado. absurdamente. você entende que as coisas não são assim? não são. não tá certo.

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Ontem

vinte-e-quatro-anos. VINTE E QUATRO. Com essa idade mamãe paria. me.

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De papo.

Entra. Pode entrar. É, é aqui sim. Aqui que eu vinha chorar ou rir ou ler ou me odiar pela impulsividade atrevida. Sozinha, eu e essa parede toda. Não tem muita cor, né? Pois é. É a solidão e a falta de cor. Uma acompanhada da outra. A falta não tem cor. E a solidão precisa de vazio. Não me olha assim, com pena. É tristeza sim, mas faz parte. O lugar cheira a tristeza, né? Eu sinto também. Deve ser o acúmulo de tantos desabafos e gritos e choros escandalosos. É, eu nunca consegui chorar e fazer qualquer tipo de barulho em público. Eu sei que você sabe disso. Você sabe de quase tudo, só não gosta de encarar de frente. Eu também sei de você. E isso não é prepotência, tá? É só a visão lúcida das coisas. Nasci assim. Consciente do chão que eu piso apesar da cabeça voar sempre pra longe. Os pés sabem onde pisam. Quê? Não, eu não sei de tudo. Só sou lúcida, ué. E esperta, talvez. Não, não ri. Não agora. Senão volta tudo. Em segundos. Essa merda toda os pés não controlam. Eles não ficam no comando sempre, né? O sentimento dá um baile nos pés. O pensamento, a fantasia, a vontade…E a criatividade, então? Dá um pau nos pés firmes. Tá ouvindo o silêncio? Sim, o silêncio também precisa de atenção pra ser notado. Mesmo quietos os barulhos perseguem às vezes. Quando eu durmo você acha que tem silêncio? Não, não, não. Longe disso. É o terror da madrugada que eu nunca conseguirei descrever. É, não vem ao caso. Já sei. Nunca foco no assunto que te interessa. Vou me perdendo se eu presto atenção no que tô falando. Se eu pensar nas palavras elas não saem. Não, não e não. Não posso parar pra pensar. E nem olhar pra você. Não, não segura meu braço. Não me puxa! Já disse que não sinto mais nada. Não disse? Então eu pensei. Não pensei alto, não? Não, né?  O que importa também? Esse assunto tá morto. É só não tocar nele que tudo volta ao normal. Normal, é. Isso que todo mundo faz: conversas sobre o tempo, sobre o trabalho, sobre a crise, sobre qualquer coisa que não implique exaltação. É a superficialidade. Tudo raso e perfeito. Sorrindo e mexendo os braços. O movimento dos braços é a distração pro coração. Os batimentos acelerando pela movimentação. Sabe quando a gente corre muito de uma chuva, por exemplo? E aí pára no portão do prédio e sente o coração no pulso, no pescoço, na boca. Parece que o ataque vai acontecer nessa hora. E aí não dá tempo de flash back ou o tal do filme que passa no segundo que antecede a morte. E aí eu não lembro de você. Porque o ataque é mais rápido que a memória. Como eu sei disso? Que pergunta. Você sempre pergunta e fala o que eu menos espero. Impressionante. Sei lá como eu sei disso. Mas deve ser sim. A memória precisa de estímulos pra funcionar. Se o coração pára assim de uma hora pra outra a memória fica pra trás. Pára junto. Ou até antes. Porque enquanto se corre pra não tomar a chuva não se pensa em nada. Não dá. É uma coisa de cada vez. Quê? Eu nunca fui de acreditar em uma coisa de cada vez? Sempre cobrei tudo de uma vez? Cobrar, você fala de cobrar. Hã.! Até parece. Minha memória é seletiva. Não lembro mais dessa parte. Agora, por exemplo, você tá aí parado, olhando pra mim, e a memória? Você acha que ela tá sendo estimulada e tá trabalhando apavorada? Não, não. Nem perto. Acho que a memória também não trabalha no segundo que um olho come o outro assim. De frente.

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Última do ano!

flyer_seubene_verso1

Tá aí uma das coisas que vai entrar no balanço positivo do ano. Conhecer a banda do Pedro e freqüentar quase que cotidianamente as apresentações. De quinze em quinze dias no Na Mata Café (com o ar da minha graça desde maio). No final do ano, Di Quinta. E ver crescer e aparecer e me empolgar absurdamente como se eu mesma estivesse na pele deles. Têm os projetos que invadiram minha cabeça também. Tem release pronto, idéias que não me deixam dormir e agora até uma parceira pra colocar em prática. Tudo pro ano que vem. E as músicas que eu decorei e já pedi quase como fã histérica na beira do palco. O que não fazem alguns goles de cerveja? E o dinheiro indo embora. Brincando de ficar pobre. Brincando de amiga da banda. Brincando de ser feliz às quintas-feiras.

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