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Archive for julho \31\UTC 2008

Game Over.

Perdi. De novo e quase do mesmo jeito. Fico ouvindo aquele som que o Luciano Huck faz quando alguém perde lá no Caldeirão. Não consigo escrever o som. Só fica na minha cabeça. Ecoando.

O homem destrói tudo que ama. Só penso nisso. Pensei em tatuar bem grande no braço ou na perna. Pra nunca mais esquecer. De repente coloco na testa pra outras pessoas não esquecerem também. E de repente entenderem alguma coisa. Porque às vezes parece que eu sou a louca. Não que eu não seja. É tudo fantasia na verdade. Fruto da imaginação de quem vê, ouve, acompanha, critíca, ri e grita bem alto pra ver se eu entendo. Não adianta. Tem algo mais forte que comanda.

O interessante é que a sensação é muito mais suportável quando sou eu mesma. Não dói a barriga, nem dá vontade de vomitar e chorar ao mesmo tempo. É só uma sensação de fizmerdadenovo. Mas é sensação de fiz. E fazer é mais suportável que esperar. Não fazer e ter que esperar é sensação de nuncavaiser. É dor de barriga, aperto no peito e lágrima encharcando o travesseiro.

Já concluí que essa é a minha fuga preferida mesmo. E já aceitei. Eu cago bonito porque aí a culpa vai ser minha de ter saído do controle, ter perdido e me fudido. Nunca vai ser porque eles não me querem. Nunca vai ser porque eu sou burra, feia ou cinza. Não deu certo simplesmente porque eu fiz merda. Caguei bonito. Eis a melhor das fugas. Carregar nas costas o peso de qualquer frustração. Se for pensar é até uma bela forma de amor isso. Porque deixa todos sãos e salvos de qualquer responsabilidade. Todas as pessoas que eu vou admirar e torcer para sempre.

Já pensei também nessa história de carinho. Essa forma esquisita de esparramar carinho por aí não é bem aceita. Porque eu me jogo. E eles nem querem muito esse carinho. Seria capaz de dar todo meu dinheiro, todas as minhas roupas, celular, televisão, computador, tirar comida da boca e tudo que for pedido por alguém. Mas quem é que quer isso aí? É muita responsabilidade talvez. Ou eles querem de outra também. O meu não vale muito. Todo esse carinho e preocupação e atenção. Tudo pro lixo. Sobrando.

E aí eu até pareço a Madre Tereza de Calcutá. E não é bem assim. Cago bonito. Bebo e falo merda pelo celular. Bebo e faço merda com o celular. Acordo, ainda bêbada, e continuo cagando no planeta. Quem entende? Quem quer isso tudo? Quem me quer? Ai, coitada, tá aí mendigando atenção. Sei lá. Tem gente que mendiga até dinheiro.

Eis o lema brega mais do que real de quem não tem muito amor próprio ou orgulho ou vergonha na cara:

eu me apaixonei, faço tudo por amor, mas só que nada acontece. todo mundo diz que é melhor eu esquecer porque você não me merece. e sempre me procura quando te convém. eu não nego, aceito. eu vivo me enganando que está tudo bem, não tem outro jeito. o que eu vou fazer, se o medo de perder esse amor já me sufoca. se é pra eu viver só preciso do prazer de quando você vem, me toca.

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terapia virtual

…então eu fiquei triste por algumas horas e vieram umas palavras certas que estão quase conseguindo acabar com mais um quase-fantasma que eu tava criando.

1) Clara AverbuckArquivo Set.06:

amor sem amor se apaga.
ninguém controla o que sente mas todo mundo escolhe o que faz.

(…)

E tem mais um monte de palavras que ela usa, e textos que ela se entrega, e vontades que me invadem. Mas aí tem o cansaço. E o não conseguir por não conseguir. Ainda sinto as dores do outro. Ainda sinto a perna travando na hora de andar. Ainda sinto culpa por não ter dado certo. E aí resolvo que já é hora de parar. Resolvo e vou tentando praticar a mudança. Já faz algum tempo. E vou indo. Lentamente, sem ninguém perceber direito. Mas vou. Com a força que também vem de fora. E que eu resolvi dar ouvidos. Tudo martela aqui dentro e chacoalha e mistura e pode ser que saia algo puro de novo. Mexido e ainda puro. Quando já não doer mais. Quando já não sentir culpa. Quando eu enxergar também o lado de fora.

Balela. tudo balela – as teorias.

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a voz grita: FAZ ALGUMA COISA!!!!!!!!!!!

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Perdida.

Homens andando de cabeça pra baixo, prédios minúsculos, a grama cutucando meu nariz, o Sol se multiplicando nas minhas costas, brigadeiro com sal, coca-cola sem gelo, o chão rodopiando, os punhos fechados, a pressa dando porrada na ansiedade.

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Vocês.

É tão difícil saber o que se quer. E de repente você sabe exatamente. Quer, quer e quer. E continua difícil.

Tem o livro que está pronto. E que eu gosto teimosamente. Mas não sei por onde começar. Tenho algumas idéias apenas de pessoas que poderiam jogar o pó da realidade. Mas tenho um medo. E aí esqueço de ter coragem. E volto a acreditar que vai cair do céu. Nada cai. Mas eu insisto. Como sempre. Fantasiando, indo até a Lua e voltando. Como eu fiz ontem e faço hoje e ainda farei amanhã. Fantasiando sem conseguir raciocinar. Como seria possível?

Releio coisas que eu jurava ter descoberto nos últimos dias. Mas não. Já faz um ano que eu escrevi. Mais de um ano que eu senti. Mas parece tão novo. Surpreendente. Decisivo.

E eu gosto tanto de certas pessoas que eu quero ser elas. Sempre. Não consigo desviar o olhar. E querer ser tanto. Sem mudar nada. Admiro, admiro, admiro. Deixa eu ficar perto pelo menos? E respirar você. Pra eu me sentir importante. Por mais que falem e eu até saiba que eles têm razão, continuo me sentindo menos e sentindo todos eles mais. Mais, mais, muito mais. Perco o olhar em cima deles. Mas é positivo. Isso que diferencia tudo. Tão positivo que parece brilhar ainda mais sorte pra eles. Sorte, luz, energia, alegria, inteligência, bom humor. E eles são tão, tão, tão fodas. Que eu amo de novo. E amo com força e peso que fica só sobre mim. Porque eu quero proteger e ficar feliz sabendo que está feliz.

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Top 3

1. quebrando a cabeça. 2. abrindo o bocão de sono. 3. esperando um estalo.

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Dormente.

tirei o livro da gaveta. ainda estou meio perdida entre as versões que tenho impressa e gravadas no computador. me perco na ordem das correções e alterações. vou lendo e tenho a leve certeza de que já tinha arrumado tudo isso. não sei. tenho dúvidas sobre a qualidade do que escrevi. muitas dúvidas que me atormentam e ensurdecem. apesar da estranha paz que me assombra. porque se for um lixo e insuportavelmente chato de ler sentirei vergonha de saber, constatar. porque se for mal escrito e tiver erros excessivos terei ainda mais vergonha e nunca mais conseguirei escrever uma linha sequer. bloquearei. porque sou fraca e não aprendi ainda a lidar com críticas de gente grande. e porque eu também leio coisas por aí que me pressionam. tipo livros péssimos que são publicados. ou pior: livros maravilhosos publicados e criticados. não sei jogar ainda. mas eu tirei da gaveta. e não está doendo quando eu leio.

a história parece antiga e distante. lá bem longe. porque o coração não está acelerando e fazendo a memória resgatar.

ando tendo o seguinte pensamento estranho e cruel: …

ainda não consigo descrever. é pesado.

não tenho conseguido descrever nada disso que está se passando. tenho medo da força que virá quando eu conseguir. ou quando comprovar e deixar de ser pensamento. ou ainda, quando a memória voltar a trabalhar e eu voltar a questionar. Pior: quando eu voltar a sentir. Muito pior. não tinha pensado nisso. é anestesia isso. tudo formigando. e eu não faço questão de me mexer muito até parar de formigar. dar soquinhos no lugar dormente, balançar, abrir, fechar.

aceitei?

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