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Archive for junho \29\UTC 2008

Queria que tudo na vida fosse como aquele segundo. Em que tudo acontece. E nem dá tempo pra pensar.

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Colecionando.

Queria uma história emocionante.

Então inventou um relógio falante, um degrau no meio do caminho, um tenista americano, um lateral direito, um fox preto, um vietnamita, um magro gordinho, um mestre às antigas, um vocalista, um tatuador, um guardinha, um baterista, um menino com sorriso gigante, um menino com coração gigante, um ator brasileiro, um expert em carro, um…

A lista não acaba.

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Constato:

– existe uma ordem lógica na qual todos se encaixam. e seguem. logicamente. como o esperado. existe uma ordem lógica.

– todas se vestem, se mexem, prendem o cabelo, falam, riem, sorriem, são. i-dên-ti-cas. completamente.

– eu pisco os olhos e já estou apaixonada de novo. é ele. O batera.

Ouvindo, fuçando, descobrindo…pagando um pau:

Perco os meus olhos nesse desolhar/há tanto céu, há tanto mar/nas asas de um beija-flor que esquece um pouco da dor a cada vez que pára no ar – Seu Bené – Quarta-feira de cinzas

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das sensações.

antes que as bochechas ficassem vermelhas e eu me sentisse – de novo – a mais boba das que sonham com o acontecimento sempre a caminho dele e o idealizam ainda dentro do ônibus, sim, de ônibus, sim, sozinha, sim, acontecimento, tudo sempre é um acontecimento, lá estava eu, no mesmo ônibus, na mesma solidão, voltando com o rabinho entre as pernas e a sensação que não quer calar nunca: podia ter sido, mas nunca é.

faz frio de verdade. e a nossa roupa era igual. i-dên-ti-ca.

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Acabo de ler O conto do amor, do Calligaris.

Achei engraçado e lindo o jeito como ele descreve o amor. Com poucas palavras, sempre. Os personagens que amam, no livro, sempre relacionam o sentimento a idéia de sentir-se em casa. Tanto o pai, como o filho. Achei bonito. E realmente verdadeiro.

Nas entrevistas que fiz pro trabalho de conclusão da faculdade sempre fazia essa pergunta às escritoras: o que é o amor? A pergunta era sempre feita pela Clarice Lispector aos seus também entrevistados. As respostas são surpreendentes. Porque não são claras. Ou diretas. E a pessoa sempre leva um susto quando escuta.

Acho a idéia de sentir-se em casa bem verdadeira.

(Preciso colocar esse trecho aqui. Mas deixei o livro em casa.)

falar do livro e do amor não tem nada – absolutamente nada (!) – a ver com a noite que eu passei no inferno. in-fer-no. prefiro sempre amenizar. sempre.

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tem um ar soprando bem forte aqui dentro. me respirando. pra eu não parar. é um suspiro sem fôlego.

cagando de medo.

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Já quis amar incondicionalmente. Já quis odiar violentamente. Sempre a mesma pessoa. Hoje não quero mais nada. E o coração ainda assim explodiu dentro do peito quando ouvi a voz pelo telefone. Não adianta querer explicar.

Decididamente eu não sei jogar. Não entendo as regras, me perco nos passos que ganho pra frente, na carta que me manda voltar pra trás. Não sei jogar. Acho que não vou aprender. Porque eu tô com o dedo coçando pra ligar. Porque eu não consigo me fingir de morta. Porque eu sei que vou errar na dose, mas sei também que não posso ser diferente. Não posso.

Tenho andado pelos blogs de escritores que eu pago um pau imenso e todos parecem gritar: é assim mesmo, não fuja, viver é mais legal. Todos se fodem. Todos amam loucamente, deixam de amar um, passam pra outro, gritam, se descabelam, enchem a cara, têm musos e musas, não param de escrever, fazem dos blogs diários, contam que compraram pão na padaria do Antonio, declaram-se com poemas diretos, usam os amores como protagonistas de livros muito bem vendidos e se aceitam apaixonados e solitários. Todos. São tapas na cara. Porque os detalhes é que são. O dia-a-dia. A vida comum. Essa que é a graça.

E, bom, Eu te amo. Ainda. Mas não faço mais movimentos. Só fico lembrando. E espalhando por aí a história mais bonita da vida que eu escolhi pra mim. Com grande orgulho. E quase não preciso inventar detalhes. Porque aquele dia que ficamos bêbados, eu te dei água e ganhei um beijo, nem parecia ser um dia diferente, nem parecia que a memória estava registrando tanto e, de repente, eu até consigo lembrar o gosto e ficar tonta e bêbada de novo.

Só que tem outro aqui na minha cabeça também. Que fica se comparando. E não chega nem perto. Mas é mais possível. Talvez. Isso porque não é amor também. O que parece facilitar um bocado. E ser mais chato. Mas ainda assim presente. Porque eu vou acabar ligando. Porque eu não sei ficar sozinha. E talvez isso dê toda razão do mundo a você. Que não quis tentar nem quando parecia tudo encantado. Tão encantado a ponto de não precisar mesmo ter sido daquele jeito. Quem é que sabe? Já foi.

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