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Archive for abril \18\UTC 2008

Ponto final.

Isso aqui não faz mais sentido.

Um dia eu achei que as palavras fizessem milagres. Um dia eu acreditei que sabia de quase tudo.

Inclusive escrever.

De repente não tenho mais força. Admito a fraqueza. A falta de controle.

Não, eu não sei o que deve ser feito. Nem o que é certo. Nem o que é melhor.

Apenas não sei.

(Ontem assisti o jogo de despedida do Guga no Brasil. E ele jogou um tênis que eu nem imaginei que fosse possível ainda. O Larri chorou. E eu me senti feliz. Com as possibilidades ainda)

O blog termina aqui. Ponto final.

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Pura

tem dor que não parece mais dor     têm sonhos que fantasiam cheiro, som e cor      têm dias que não lembro mais

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No clube

Era noite de forró no clube de campo da cidade pequena do interior de São Paulo. Gabi e Manu eram novas na cidade, mas já tinham formado um círculo de amizades que se encontravam no clube depois do colégio. Igreja no centro, rua do mercado e clube de campo são pontos essenciais para uma cidade do interior.

Gabi e Manu eram irmãs, mas também amigas inseparáveis. A pouca diferença de idade as aproximavam formando sempre uma mesma turma. As duas não tinham dinheiro suficiente para o título do clube. Mas acompanhavam frequentemente os amigos em um esquema mais que perfeito que acontecia na entrada dos fundos.

A entrada principal era muito visada. Mas a dos fundos, quase abandonada. As duas entravam sem muitos problemas falando o número da carteirinha que tinham decorado das irmãs de uma amiga. As irmãs dessa amiga não tinham suas fotos no sistema eletrônico do clube. O que aliás era motivo para a cobrança na hora que diziam os números na portaria. Motivo também para aumentar ainda mais a adrenalina. Todos os dias era a mesma sensação de alívio ao passar pelo campo de futebol, logo na entrada.

A noite de forró era também para sócios. Mas as duas preferiram pagar os ingressos inteiros. Para os convidados. A noite era especial: o garoto que hasteava a bandeira no colégio estaria lá. As duas sempre se apaixonavam pelo mesmo garoto. Não tinha jeito. E nem brigas mais. Estavam acostumadas.

Já passava da meia noite e já não aguentavam mais a chatice daquele lugar. Nem forró estava tocando. Nada. Vazio. Só a piscina e uma lua cheia no céu. Nada. Debruçadas nas grades da piscina, as duas esperavam o tempo passar e falavam mal de quem passava. Não há diversão maior aos desocupados. Ele também não estava lá. Nem sinal.

Quando já se preparavam para ir embora, Manu cutucou Gabi com força e sem conseguir falar uma palavra completa. Eram suspiros, risadas, saltos e palavras abafadas. Gabi olhou para a portaria e sorriu com o canto da boca como fazia quando não conseguia segurar o riso de contentamento. Era ele. O garoto que conheceram nos últimos dias. Conheceram de vista, como é de costume na adolescência. Nem uma palavrinha trocada. Nada. Alguns olhares, na verdade. Comum em qualquer fase da vida.

Até o forró começou nessa hora.

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Assim:

triste pra cacete.

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Antes

Paulinha tinha dois sonhos quando era criança:

ir para a Disney e assistir o show dos Mamonas.

hoje só toma coca-cola e come no Mc Donald´s. é fã de um tenista e chora com alguns filmes. odeia inglês e os demais americanos. e os demais produtos americanos. tem um bloqueio com o idioma e com aquela cultura.

os Mamonas morreram antes de acabar uma turnê de verdade.

antes não era mais fácil.

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lucidez: que tem ou apresenta clareza, penetração da inteligência ou da razão.

lucidez: ela sabe o que é certo e o que é errado. mesmo assim faz o errado. só pra ver o que acontece.

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sabia. sabia. sabia.

hahahahahahahha

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