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Archive for fevereiro \29\UTC 2008

Não falo

Não, não e não. Não confesso nem sob tortura. Nem se você fizer essa cara de cachorrinho carente. Não conto. Não entrego nem sob juízo. Nem se você me olhar no fundo dos olhos, me der um beijinho na testa, um abraço apertado e quentinho, e falar verdades no meu ouvido. Não admito. Não assumo. Não, não e não.

Se você quiser, pode chegar bem perto, puxar o edredon, colocar uma música, ajeitar o travesseiro, abrir os braços bem grande, expor o peito largo, de poucos pêlos, descamisado, fazer carinho no meu cabelo, amassar e alisar e amassar de novo até ficar bagunçado, fazer ficar bem quentinho e deixar eu falar até acabar o assunto.

Ainda assim…

…eu não confesso,

mas prometo que aproveito direitinho.

(a música da Camila na rádio. juro que era. ela ficando careca e a música tocando. eu lembro)

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Sentidos?

Dia difícil.

Que a chave de ouro apareça perto da meia noite. Logo que o juiz apitar pela última vez.

(muitas frases soltas que não se encaixam nem a pau. medos, medos e mais medos. sem vontades. sem sentidos. e um sonho. que eu fico desenhando no meio disso tudo. queria conseguir escrever de novo. mas “morreram” tudo)

ao vento: 

nem dez por cento das interpretações correspondem às intenções

a defesa é bem mais difícil que o ataque

Solidão.

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sabe a flor de plástico? foi pro lixo. sabe o coração de plástico? continua caminhando, vivo. sabe qual a verdade da vida? dormir pensando uma coisa e sonhar que é verdade. sabe qual a verdade da vida? acordar pensando no sonho e olhar pra mentira. sabe qual é mesmo a verdade da vida? o amor.

ele é. não fica perguntando. você fecha os olhos e ele é. você mexe no cabelo e ele é. você deita na cama, olha as estrelinhas do teto, faz tudo girar com o coração, fica branco, pisca, esfrega, abraça o travesseiro, sente a lágrima despencando e ele é.

é, é e é.

não sou mais eu.

nada mais de mim. só dela. e deles. agora eu vejo mais do que sinto. ou sinto mais vendo do que vivendo. ou acho tudo isso. suponho.

criança ruiva correndo pela casa. bochechuda, grande, ombros largos, cachinhos, 2 anos e grande. pintinhas, sardas, a boca vermelha. e a sobrancelha franzida. típica.

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Estranha

Se eu começar a falar, vou acabar num drama. Se eu começar a pensar, vou entrar em pânico. Se eu começar a chorar, vou ficar sem água, desidratar. 

Se eu não falar por aí, vou explodir.

Se eu não pensar, vou explodir.

Se eu não chorar, vou explodir. 

(repetindo títulos, repetindo erros, repetindo medos. autodestruindo. e repetindo, repetindo, repetindo.)

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“Por trás de todas as máscaras, sexo é uma porção de movimentos – e outro tanto de pensamentos.”

(O livro: Política – Adam Thirlwell; A descrição: Livraria Saraiva)

Do comentário sobre o livro:

“Desconfio de quem não pensa putaria o dia todo. Desconfio muito de quem mora no Brasil e não pensa putaria o dia todo. Desconfio mais ainda de quem mora no Rio de Janeiro e não passa o dia pensando putaria. Adam Thirlwell vive em Londres e parece gastar seus dias obcecado pelo mesmo assunto que eu, putaria.” (continua)

(Blog: Inveja de Gato – já extinto, mas com este texto ainda lá. Autora: Antonia Pellegrino. Texto: Estética – o último do blog, lá embaixo)

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eu queria falar de um sentimento. falar sobre, discutir, pontuar cada parte, positiva e negativa, entender, explicar, citar cada pedacinho dele que me consome. não podia ser pra alguém de carne e osso. o travesseiro não servia. o espelho é desconcertante. falar sozinha é coisa de louco. e sou louca só até certo ponto. esse sentimento existe. não é loucura. precisava escrever. o papel. ele sim, com minha letra, escrita passo a passo, com caneta e muita força, o peso todo se esvaindo pelos meus dedos.

comecei.

eis que doze folhas se esgotaram num piscar de olhos. ou melhor, num abrir de olhos. mal pisquei. trinta e duas folhas, frente e verso, linha a linha, sem muitos pulos, a não ser as que me obrigaram a respirar. os pulos de linhas são respiros. ou suspiros.

em seguida a pressa de continuar. de me explicar. absurda é a vontade de me explicar. de me entender.

doze folhas. um tratado:

Título: Sobre o sentimento sem nome. (ou: sobre a explicação de um sentimento) São Paulo, 2008. 32 páginas. Por Juliana Gola. Resumo: escrito com as próprias mãos, sem o intermédio de máquinas sem alma, a autora dialoga sobre um sentimento. ou seria um monólogo? o hoje, o ontem e o depois do dia que descobriu. um longo texto sobre o sentir. sentir e sentir. feito pulsação. Palavras chave: amizade, saudade, falta de, procura, espera, entendimento, encantamento, amor.

.

.

mentira.

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É só uma flor de plástico.

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