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Archive for janeiro \23\UTC 2008

Sentada.

às vezes eu acho que não vou mais levantar da cadeira. sentada. no ônibus, no ponto de ônibus, na cama, na frente da televisão, no trabalho. vou ficar assim pra sempre. com os fones no ouvido e a música que machuca os tímpanos e distrai o coração.

letargia.  

assisti uma palestra sobre isso. com um alemão doido. como que era mesmo? tinha uma frase que resumia. droga, não lembro.

sono.

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Anotações do dia:

– “Talvez nossa capacidade de criar algo misteriosa e extraordinariamente “bonito” seja a maneira que encontramos para proteger aos outros, a nós mesmos e ao mundo contra a “loucura” de nossos desejos.” (Calligaris – Folha de S.P., sobre o filme Desejo e Reparação e o livro que o inspirou. Preciso ver/ler.) Anotei enquanto tomava a primeira refeição do dia: o leite. Este que a Vina me obriga a tomar. Ela só vem de terça, mas eu obedeço t-o-d-o-s os dias! A próxima refeição veio só às quatro da tarde. Acho que ela tem razão na cara de má que faz quando me diz sobre um milhão de doenças.

– lista de perguntas sobre a casa na praia que a Amanda mandou: como pegar a chave? como pagar? quando pagar? tem ventilador? quantas camas de casal? como chegar? tem utensílios na cozinha? (sim, ela disse u-t-e-n-s-í-l-i-o-s)

– Pesquisar sobre a escritora do livro “Calcinha no varal”, para o TGI. Li este livro a algum tempo. Uns anos até. Direto, de uma vez, na Saraiva. Era indicação do Calligaris. Lembro que o Pedro leu sobre esse meu dia no outro blog que eu tinha. E tinha achado o máximo isso de ler o livro todinho na livraria. Deu saudade dele na hora.

Anotações da noite:

– ele nem está aqui pra eu fingir que não me preocupo, não espero, não quero mais e nem tô com saudade. ele não está aqui. não está, entende… pra eu ficar olhando o nome só. e dormir sabendo que ele estava aqui e eu que fui forte e não chamei. e não pedi (de novo) pra vir até aqui. porque eu sou forte sim.

– repito a primeira. pra dar mais ênfase.

Anotações que nem precisaram ser anotadas – ou aquelas que seriam mensagens caso eu não tivesse estragado tudo:

– Adriano é foda. Hernanes joga muito. Richarlyson realmente estava um lixo. Est-ava. No passado.

– Tchau copinha. Eles já eram.

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Apaixonada

O bichinho do jornalismo me picou.

Estávamos os três – jornalista, fotógrafa e entrevistado – de all star.

(…)

Campanha permanente pela volta do cafuné. O Xico Sá está lá defendendo. Eu nem gosto de fazer cafuné, viu… ô saudade que dá. Melhor representante que o Xico Sá nem tem. Leia, pense, lembre e distribua carinhos por aí. Nem dói nada. Garanto.  

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“Eu morro louco sem hidratante.” (José Dirceu)

Achei engraçado isso. É da matéria da Piauí desse mês.

O consultor. A nova vida de José Dirceu, repleta de viagens, negócios, conversas, internet, nostalgia da política e xingamentos em restaurantes e aeroportos. Daniela Pinheiro.

E a frase é dele mesmo. Sr. Zé Dirceu. Rabiscos e mais rabiscos nas páginas dizem que eu adorei a matéria. Excelente.

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tem isso

tem a vontade de ser outra. tem a raiva de ser eu mesma. tem a ânsia por aprender e conhecer e ser de verdade. tem o cansaço do mesmo papinho. o meu papinho. tem o desespero pra sair daqui. de dentro. e mudar o rumo, o assunto, inventar ideais lindos, objetivos grandiosos…

outro dia teve a história de me pedirem pra sair do pé. toda razão pra ele. preciso sair do meu pé. sair. desgrudar. mudar o foco. olhar direito e fazer direito. deixar de fazer, talvez.

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Ela

Ela entrou no ônibus e pensou que podia ser hoje. Tinha um sorriso gigantesco no rosto. Tinha acabado de reencontrar a melhor amiga. Não a via desde o ano passado. E sentia falta dessas noites de cerveja e sinceridade a flor da pele. A amizade era de amor. A melhor que existe. Subiu no ônibus feliz. E pensou nele que estava lá longe, mas tão perto em pensamento. Resolveu escrever. Mandou logo a mensagem antes que se arrependesse. Ela sabia que ele não responderia. Mas existe sempre a tal da esperança que dá os passinhos de leve dentro da gente. Ela esperou. E ele não respondeu. De repente veio a cena do banheiro. Ela tinha ligado. E ele nem tentou ser simpático. Por que será que ela nunca decifrava os sinais? Ele desligou. E nem tentou ser gentil. Ela se sentiu idiota. E o sorriso foi desaparecendo do rosto. A música tocava bem alto. E ela lembrava de mais um turbilhão de coisas. Não entendia porque não aprendia logo a fazer direito. Não era arrependimento pela mensagem. Era arrependimento de um tudo. Antes planejava ligar e ser feliz por mais alguns minutos ouvindo aquela voz. Foi tão feliz na noite anterior quando ouviu que ele também gostava dela. Foi tão feliz que parou de pensar. O ônibus deu um tranco. E ela entendeu que não ia ligar. Que ele não ia ser bonzinho. Que não seria hoje. E que não, ele não queria nada com ela. Ela tinha inventado. De novo.

Chegou em casa, tomou um banho, esfriou a cabeça e comeu o que restava na geladeira. Resolveu não ligar. E aguentou firme até a última vontade. Que passou quando ela resolveu que ia escrever tudinho em terceira pessoa.

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Um pedido.

Hoje? Amanhã? Depois de amanhã? Depois, depois de amanhã?

Chega logo. Não aguento mais. Vai, seja bonzinho…

Preciso. É questão de necessidade. juro. dessas que não tem como esperar. não tem como gritar com a ansiedade. ela não escuta. e nem brigar com os pelinhos do braço que arrepiam. e a dor de barriga. eu falo sério. senti assim ontem. mas consegui dormir. tranquila. é tão bom dormir. e eu acordei algumas vezes. como sempre. ninguém muda. já disse isso. eu quero ver pra ver como que é. assim. simples. porque…e se ela voltar? e se for logo? e se não sobrar nada? e se você gostar? ai, não sei mais. fiquei muda. desde ontem. só falei pra Amanda. porque eu não consigo segurar. porque eu não sei. Por que eu não sei? porque eu não tenho limites e vou falando assim. não tem mistério mesmo. é direto assim. porque o blog é assim. eu olho pra essa caixa aqui e vou escrevendo. se eu reler, apago. não releio. 

vai, seja bonzinho… 

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