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Archive for novembro \30\UTC 2007

“Como pode ser, ele, bom, se não conheceu a bondade?”

(as vírgulas parecem estranhas, mas na ordem direta não ouço o mesmo som)

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Febre

Está ardendo. Pelando. É a febre. Sabia que chegaria.

Tudo tem seu símbolo. Se eu não andasse, não correria atrás. E aceitaria. Por falta de opções. E só por isso. Limites são essenciais. A possibilidade de quebrar os limites é que me quebra. E me obriga a andar.

Eu queria chorar até a vontade passar.

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…e isso

têm noites que não podiam ser mais perfeitas. é só somar: um banho demorado e pelando; minhas músicas tocando bem alto; um travesseiro; uma cama cheia de edredon; a garoa lá longe; um livro só meu; e uma madrugada longa pra sonhar com toda felicidade que ainda existe,

                                                                  falta uma parede pra eu pendurar o pôster do Selton Mello, O cheiro do ralo e dos outros, O pianista

antes eu pensava que o livro era milagroso e podia salvar tudo, o encanto do título podia se perder nas letrinhas de dentro, e assim que as pessoas abrissem ele ia saltar bem alto pra entrar no coração, pra sempre. milagre é outra coisa. ainda vou descobrir direitinho como funciona…

                                            fico me perguntando como é ter um livro assim, todo pra você. deve ser chocante. e lindo.

Lembrança do Arnaldãoshow lindo:

“Já não sinto amor nem dor, já não sinto nada / Socorro! / Alguém me dá um coração / que esse já não bate nem apanha /Qualquer coisa que se sinta, tem tantos sentimentos, deve ter algum que sirva”

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Li agora

Recebi um release agorinha sobre o filme Chega de Saudade, da diretora Laís Bodanzky. A história se passa num salão de baile. Uma noite e muitas vidas. Aí eu li isso e queria pensar.

“Algo que aparece em todas as histórias é a idéia do amor como um processo de aceitação”.

Quem disse foi o roteirista Luís Bolognesi. Ainda não pensei.

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Boa sorte

Um filme francês dos mais estranhos. Uma noite estranha. E uma dor que eu achei que ia durar pra sempre.

Assim como eu prometo e não cumpro, eu também acho e erro. Uma música tocou bem na hora. Aquela da moda. Da Vanessa da Mata. “Boa sorte. Não tem mais jeito. Acabou.” Não dormi nada. Levantei da cama cansada. A olheira e o inchaço dos olhos são meio feios no espelho. Parece que cresce. E, de repente, passou. Foi a dor mais rápida que eu senti. Agora parece que começo de novo. Tipo página nova do livro novo. Tudo de novo até. Sei lá. Nunca tive medo mesmo. Já disse que as pessoas não mudam. Nem fujo a essa regra aí. Quem disse que eu eu não sigo nenhuma? Só vejo do meu jeito, ué. Um ponto de vista. Um olhar (ó!) – poético isso.

Antes eu me sentia feliz por ter experimentado algo novo. Algo que eu achei que não existisse. Hoje eu acho que podia não ter acontecido. Porque de fato não aconteceu. Foram só expectativas. Nenhuma frase bonita sequer. Nunca ouvi. Sou criativa mesmo. Fato. Se eu invento, desinvento também. Acho que se tivesse pulado essa parte da vida seria bem mais legal. Não conhecer. Não sentir. Não insistir. Só acho também. Vai saber.

Bora ser feliz que o drama é bom só pra escrever. E como diz a Juba, e eu, e muita gente por aí: a inteligência é afrodisíaca. Ando descobrindo tantas por aí… Inteligência alheia também é inspiradora. Aprendo e amo. Agradecer em blog é meio piegas? Sei lá. Obrigada. Você aí que escreve lindamente. Arquivos antigos que remexo. E vou anotando em papéis amarelos e pequenos. Só pra mostrar por aí como você é foda. Fiz isso outro dia. Riram. Gostaram. Minha bolsa está cheia deles. Alegria também das minhas segundas-feiras. Vontade de aprender. E de ser amiga. Irmã. Mulher. Me entusiasmo fácil demais. Tem razão.

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A Juba manda muito melhor que eu. Lê lá.

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Juju,

Chegou a hora. Você enrolou, driblou um, driblou outro, insistiu, abusou da teimosia, fingiu que não tinha limites, inventou mais tempo, criou desculpas esfarrapadas, sonhou e sonhou e sonhou… Mas um dia ia chegar a hora. Esse é o momento. Ou você cresce ou fica aí na infância pra sempre. Ser adulta. Gente grande. Esse mundo paralelo foi até divertido. Ou melhor, foi SOMENTE divertido. Rir é legal, né? É eu também acho. Mas é coisa de criança. Um dia você ia ter que crescer. Não tem como escapar. Cresça e apareça. Apareça. De verdade, eu digo, não na fantasia. Aparecer de verdade, entendeu? Dinheiro. Profissão. Foco. Realidade, entendeu? Escrever é divertido também, né? Alivia até. Eu sei. Mas é sonho. Você tem que diferenciar as coisas. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa. Sonho é de criança. Realidade é de adulto. Mulher. Gente grande. Deu pra entender ou preciso repetir? Não, não. Você é inteligente aí dentro. Alguma coisa funciona sim que eu sei. E mesmo na realidade. No sonho você se achava melhor, mais especial, importante, fundamental. E isso também é legal, sei como é. Mas a realidade é um pouco mais prática. Muito mais até. Você é inteligente e precisa usar isso a seu proveito. Dinheiro. Trabalho. Entende ou tá complicado? Assim: chegou a hora de crescer. Ficar grande e não sonhar mais. Nem escrever. Nem amar. Você nunca gostou do que é lógico, né? Eu sei também. Mas o mundo funciona segundo a lógica. Isso é fato comprovado. E ponto. Não adianta argumentação. É isso e ponto. Ponto final, entendeu?

Abraços, Juliana Gola (porque adulto tem nome e sobrenome)

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