Feeds:
Posts
Comentários

Archive for setembro \30\UTC 2007

Constatação

Você conhece muitas pessoas durante a vida. Em cada uma delas deposita um tipo de “formatação”, ou algo que eu não sei o nome. Não quero chamar de expectativa, porque não é só isso. Você vê nela um personagem, que é construído somando o que você vê e o que ela te apresenta. Nos últimos dias tenho ficado meio triste com o que eu constato. Existe um egoísmo preponderante (uau! como falo bonito), não tenho mais palavras simples. Porque eu sou simples demais. E acredito só em um determinante (chiquérrima essa), no outro. Em olhar pro outro. Em pensar no outro. Em fazer pelo outro. Não que eu viva como há 1 ano, quando eu era 99% o outro. Eu até aprendi a ser egoísta em alguns aspectos. Hoje talvez seja 90% o outro. E voltando cada dia aos 99%. Porque sou simples. E amo mais que tudo o sorriso do outro. A felicidade do outro é bem mais feliz que a minha. Não é questão de esperar algo em troca, nada de gratidão ou falta de. Só estou aqui matutando pra tentar entender como se vive por aí sem a preocupação com o outro. Como é viver sem dar alegria pra alguém? Como viver sem fazer algo que você odeia muito, ou pouco, ou bem pouco, só porque alguém ia ficar feliz. Uma palavrinha. Um gesto diferente. Qualquer detalhe. Eu sei que reclamo demais por não saber falar não. Será que não dá pra equilibrar isso aqui? Eu falo mais não e você cede mais. Pensa mais no outro. Ia ser bonito o mundo assim. E nem precisa ser conto de fadas.

Anúncios

Read Full Post »

Em 27 de Setembro de 1926 nasce, em São Paulo, Claudina Ramos Marques, nome de sua madrinha, uma tradicional homenagem que sua mãe fazia aos escolhidos.

O mundo se apresenta à nenê branquinha dos cabelos negros e pernas grossas. Sua família formava-se então em 12 pessoas, se completando três anos depois com a chegada da última filha, Maria. No bairro do Brás viveram os 4 meninos e as 7 meninas sob os cuidados de Artur de Souza Marques e Maria Ramos Marques, rodeados de muito amor.

A cidade, ainda pequena, com pouca gente, se locomovia por meio de bondes e as pessoas ainda se relacionavam mais afetivamente do que atualmente.

Claudina cresceu em São Paulo, mas ligada diretamente às tradições portuguesas.

Conheceu Giuseppe Gola, italiano que vivia no Brasil. Na volta da faculdade de letras, Claudina passava todos os dias pelo local de trabalho de José, onde esperava o bonde pra casa. Depois de algum tempo de flerte, José se aproximou e iniciaram um namoro que resistiu à temporada que Claudina passara em Portugal. Corresponderam-se durante nove meses. Namoraram, noivaram e planejaram o casamento, através das cartas, para o seu retorno ao Brasil. Assim aconteceu.

Na chácara Santo Antônio, à Rua Américo Brasiliense, cresceu a nova família construída. Tarcísio, Ronaldo, Cesar, Fátima, Oswaldo, Paulo, Ricardo, Pipo, Tereza, Claudia e Bia. Proporcionalmente à sua formação, esta família se completava exatamente contrária, com 4 mulheres e 7 homens.

Oitenta anos (hoje oitenta e um) se passaram e a grande mãe tornou-se super avó dos netos: Tatiana, André e Talita; Fábio e Marcelo; Diego, Juliana, Gabriela e Bárbara; Paula e Pedro; Thiago, Felipe e Luccas; Bruno; e Luiz.

E, por enquanto, ultra bisavó do Gabriel e da Thaís.

Esse texto eu escrevi no ano passado para o aniversário mais que especial da minha vó. Acabou na introdução de um livro e tudo. Acompanhado de fotos e uma leitura mais do que emocionante pra toda a família. Ela mesma quem leu. E foi um dos dias de maior choradeira coletiva que eu lembro. Tá tudo filmado. Fazia um tempão que não lia e não assistia. E hoje, pra comemorar mais um aninho, oitenta e um, resolvi colocar aqui. Difícil foi não dar aquela editada básica. Mas resisti!

Um monte de coisas aconteceram nesse tempo e eu continuo aqui, com a minha amiga, segunda mãe, companheira de novela e futebol, paciente (mais no sentido da paciência mesmo) e a melhor vó do mundo. É clichê, mas é real.  

Read Full Post »

Vai timeeee

Um anjo? Aqui no meu ombro? Acho que tem mais de um.

De repente ele é barrigudo, veste branco, tem duas faixas – vermelha e preta – no peito e um símbolo bem no meio.

Adoro a analogia da minha vida com o tricolor… Te amo, timeeee!

Read Full Post »

3,2,1…gravando!

Depois de uma noite interminável de pesadelos e pensamentos perdidos entre mim, o meu travesseiro e o escuro do quarto, acordei no maior mau humor dos últimos tempos. Tinha uma porcaria de matéria pra gravar pra uma porcaria de aula que provavelmente terá pouca utilidade na minha vida. Provavelmente, porque ninguém sabe o que essa vida doida me prepara. Telejornalismo. A raiva era tanta que o tempo até mudou. Praticamente nevou de tanto frio. E a raiva, que normalmente ferve, esfriou tanto que me doeu o pé e todos os dedos que ali se situam. Depois de muito brigar comigo mesma e lembrar que meu dupla me aguardava ansiosamente pra gravação, levantei. Nem falava pra não sair palavrão logo cedo. Sempre penso que se a primeira palavra que eu falar no dia for negativa, terei o pior dia da minha vida. E assim também antes de dormir. O ritual manda pensar em coisa boa, pra sonhar maravilhas.

Ônibus lotado, garoinha básica e eis que chego na faculdade. Meu dupla, amigo, irmão, gente que nem tem muito por aí, já tinha me ligado e já me esperava. Destilei toda minha raiva pra cima dele, falei sem parar e com cara muito feia. E ele? Nada. Sorriu. E pediu pra eu ficar calma que acabaríamos logo. Falei mais um bocado até ter certeza que ele não desistiria. Isso talvez acontecesse se a neve saltasse de pára-quedas da minha imaginação.

Mais ônibus. Dessa vez vazio. Esqueci o motivo do encontro e coloquei a fofoca em dia. Sem eu perceber o mau humor me abandonava gradativamente. Juro que eu amo meus amigos. Juro que eu nem respiraria sem eles. E juro que essa paciência toda é de outro planeta. Sou meio pentelha às vezes. Eles merecem muitos troféus.

Pegamos imagens dos mais variados ângulos. Tomamos bronca do segurança. Brigamos um pouco mais. Filmamos um pouco mais. Passamos frio. Congelamos. Andamos mais de ônibus. Encontramos as pessoas certas. Gentis. Meu cabelo vôou (que palavra feia). Decorei a passagem. Gravei. Decorei de novo. E assim mais umas 7 vezes. Gravando. Saiu. Nem sou perfeccionista com isso. Tá bom! Uma entrevista arranjada às escuras. Aventura. Uma vista lá de cima. Filmando. E…fim. Dez minutos de imagens e papinho que devem render uma matéria de um minuto e meio. E acabou o semestre. Porque sou ansiosa…

Read Full Post »

Saiu…

Existe uma grande confusão. O quarto tá escuro e no ar só o som da voz do Leoni cantando aquela música dos garotos. A letra é mais ultrapassada que telefone com fio. Quem conhece os homens da nova geração concordará. Há uma grande confusão mesmo. Ele nunca sentiu nada e ela já não sabe mais o que inventou e o que foi, de fato, real. Ela tá com mania de falar: de fato. Porque o que não é fato, é ficção. E o livro que tá ali na estante, ao lado da cama, trata exatamente disso. Realidade e ficção. E o jornalismo no meio disso tudo. Real é o tal do de fato. E ficção é o que a cabecinha fantasia pra dar mais brilho ou mais medo. Ou ainda, pra dar esperança. O real de um é diferente do de outro. Logo, não existe. Depende do ponto de vista. E por isso que literatura é mais legal que jornalismo. Só alguém muito do esperto poderia misturar as duas coisas. Gênio. Os gênios malucos são apaixonantes.

Existe uma luz que entra pela janela. E outra que vem da luzinha do computador que permanece ligado por uma dessas acomodações que não tem explicação. A luzinha ora pisca ora fica firme. A grande confusão continua. Se, de fato, aconteceu, então é real. Foi real. Era real. Se, de fato, foi inventado, deveria acabar com a força da imaginação. Quem cria descria?

Tem outras vozes batendo nas paredes do quarto. Abortaram o Leoni. Já passaram Cazuza, Renato Russo, Frejat. Ter sido amigo do Cazuza deve ser inexplicável. Sensacional. Quem já teve um bom amigo deve se considerar privilegiado. Ser amigo é dar o ombro quando você quer chorar e se preocupar com você quando você não tem um namorado pra fazer isso. É ficar feliz quando você também está. E é brigar quando você faz a coisa mais burra do mundo só porque bebeu umas vodcas a mais. Tem acasos na vida que só um bom amigo consegue achar explicação. Mesmo que a palavra acaso tenha um significado óbvio: Conjunto de causas independentes entre si que, por leis ignoradas, determinam um acontecimento qualquer. Olhar significados no dicionário é muito viciante. Acaso é acaso e pronto. É quando você conhece uma pessoa e não outra. É quando você fica melhor amigo de infância de alguém que não passou nem perto da escola que você estudava na infância.

Read Full Post »

Nada como experimentar para aprender. E nada como elogios seguidos para respirar aliviada e pensar que sim, eu até que presto pra alguma coisa e não, nem tudo está perdido. Já deixei de acreditar há um bom tempo que as pessoas tem o que merecem, ou a velha moral de que aqui se faz, aqui se paga. Eu até me pego implorando por aí por um retorninho mínimo das minhas atitudes. Sempre penso que se eu me dedicar, fizer com amor (a la sazon) e respeitando os outros, obviamente terei o que quero. Mas eu sei que não é assim. Nem tudo tem retorno. E nada é exatamente como eu quero. Não existe uma lei da compensação. E eu já sei, já sei. A espera é acomodação. Já sei também. No final eu acabo feliz por ter feito. Independente dos resultados. Acho que tô aprendendo…

Não tem sensação melhor do que a de ser útil pra alguém. Ajudar. Amar. Dane-se o reconhecimento. Dane-se a volta. Como eu sempre digo, gosto muito mais de presentear do que receber. E amo ainda mais um elogio…

Quem disse que não tem um anjo por aí me rondando? Se não foi isso não sei o que foi não…

Read Full Post »

Saudade

Sexta-feira sem aula, com viagem marcada pra noite, tem que ser mesmo o melhor dia da semana. Aquele que esperamos ansiosamente. Pois é, chegou!

Já tá decidido. Vou ali ser feliz um pouco e segunda-feira eu volto.

(…)

Sonhei um sonho estranho. Eu tava lá, não sei bem onde, com muita gente em volta, barulho, e alguém que eu nem imaginei. Adoro quando eu tenho desses sonhos que eu acordo achando que os personagens de lá (do sonho) viveram (de verdade) o que lá aconteceu. Tinha um pedaço de pizza também. Acho que tô passando fome… Foi engraçado porque eu lembro de umas frases meio bizarras. E do agarrão. Acho que nem existe essa palavra. E lembro da sensação – Uma professora minha da faculdade ensinou uma vez que as sensações sonhadas são sentidas pelo corpo que dorme. De verdade. Quando comemos, o organismo sente o gosto da comida. Quando caímos, a adrenalina acontece de verdade.

Read Full Post »

Older Posts »