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Archive for agosto \30\UTC 2007

Repeteco

Pra variar tô aqui mexendo nessa papelada das antigas. Como eu escrevia, meu Deus! É coisa pra caramba. Acho que me perdi nos papéis a mais de 3 horas aqui dentro do quarto. E é tudo tão igual. Que de repente me deu um alívio. E uma vontade de rir muito. Um dia coloco texto por texto aqui nesse blog. Porque eu era ainda mais profunda nessa época. Incrível isso ser possível. E descrevia como ninguém. Uma detalhista de mão cheia.

Um dos devaneios que eu achei aqui, datado em 18/09/2005, termino com uma frase, que segundo eu mesma, tinha ouvido em algum filme (claro que não deixo as referências, minhas idéias são sempre soltas) e que gostei de ler de novo, seguida do meu comentário do dia, claro:

“A verdade às vezes parece errada.” (E eu comento logo em seguida: “talvez não seja culpa minha”)

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Tava aqui tentando me inspirar com todos os milhares de blogs e crônicas e textos que eu me delicio aqui na net. Engraçado como a gente acaba se identificando com trechos e mais trechos, como aquela propaganda que a mulher grávida só vê barrigas e bebês por todos os lados. Esse mundinho, às vezes egoista, que criamos a cada dia reflete tudo o que diz respeito ao nosso umbigo.

Acabei caindo no meu e-mail e no textinho que uma amigona, que tá longe agora, me escreveu. Ela fala da saudade dela de coisas simples como o pão na chapa que ela comia na padaria de esquina. Depois li um desses ppt que minha mãe adora mandar pra família toda e acabei aqui no blog. Com uma vontade de escrever de novo e de novo e de novo. Até não ter mais palavras. O que na minha opinião, e no meu caso, seria impossível. Não tenho fim. 

Senti uma saudade boba de casa. Do pão de sal que meu pai comprava. Do sorvete Mega Clássico, aquele de chocolate com creme, toda sexta que eu sempre esquecia e me surpreendia quando meu pai chegava da padaria e eu esquecia de todo o dia chato que tinha tido. A fumacinha da cabeça saia completamente. Saudade da família toda lá em casa, tomando sol, vendo futebol, cantando no videokê, comendo, comendo, comendo. Da Loteca aos sábados. Dos dias, tardes e madrugadas gravando todos os programas que o Denilson aparecia – que não eram poucos. O do João Cléber eu rio só de lembrar. E dos jogos da meninada que eu via com meu irmão. Do Renatinho. Dos grandes também. Fábio Aurélio, Fabiano, Edu. Daquele dia que a gente pegou o carro e foi atrás do time lá em Jarinu. E pra falar a verdade nem insistimos pra entrar, porque a viagem e a expectativa já tinham valido. Nesse dia as expectativas nem me frustraram. Saudade do Guga deitando no coração que ele mesmo desenhou em Roland Garros. Saudade do clube. De acordar cedinho, antes do trabalho, e ir pra academia. Eu, que não fazia absolutamente nada, fingia umas duas séries, acompanhava a Gabi e pagava pau pro professor. Nisso então fui craque. Professor de inglês do cursinho. O menino que ergueu a bandeira lá no dia da Independência, presidente do grêmio, eu acho. O cara da banda que tocava toda sexta no mesmo lugar. E os milhares que apareciam e desapareciam na mesma velocidade. Geração miojo, instantaneidade pura. (Falando nisso tem um texto na Piauí sobre o miojo que é sensacional)…

(…) Pessoa sem foco é isso. Já me perdi. O telefone tocou, dei uns conselhos pro meu irmão, vi um troço na net pra uma amiga, ouvi um bafáfá na mesa da frente e me perdi. Só sei que essa saudade aí não é do tipo que dá vontade de voltar. Só de lembrar mesmo. Porque a fase agora é de correr muito lá pra frente.

……..

Já ia esquecendo de falar do clássico de ontem. Palmeiras 0 x 1 Tricolor. Jorge Wagner fez um golaço de uma jogada pintada junto com Aloísio e Dagoberto. Pega essa bonitão! Assisti num bar cheinho. Mais são paulinos que todo o resto. Chopp, batatinha e mandioca com queijo. Breno jogou muito. Richarlyson jogou muito. E a jogada sensacional, mais fenômeno de todas, saiu dos pés do melhor goleiro do Brasil, claro. Edmundo de cara no chão. Vai pra balada, vai. Um corte desse e eu pedia pra sair. Assim como fez o amarelão lá do Valdivia. Ô dó. Mais um golzinho e eu acertava o resultado. Eu chego lá. Pra não falar que esqueci do resto do campeonato, tá bom vai, ri muito do joguinho da Globo. É o primeiro time sem defesa que eu conheço. Tipo vários buracos preenchidos (ou não) por seres invisíveis. Ô dó. Ir pra casa com calor (chopps), decidida (conversa de bêbado dá resultados) e rindo dos porquitos (cunhado, irmãos do cunhado e cia) não tem preço. Cura qualquer coisa.

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Tô ansiosa pro jogo da noite. Palmeiras x São Paulo. Qual a fórmula pra lidar com a ansiedade? Ocupar a cabeça, eu acho. Já escrevi uns textos. Já fucei na net. Já abri e fechei o celular. Pareço aquela criança lá da época do São Luis, quando tinha viagem pra Vila Gonzaga. Dormia com a roupa pronta. Tentava dormir, na verdade, porque à noite tudo fica mais forte nessa minha vida. Desde aquela época. E acordava bem antes do meu pai chamar. Ansiedade é não precisar de despertador.

Hoje tô com o coração batendo rapidinho. É só um jogo. E eu nem jogo. Mas dá uma vontade que chegue logo. Pior é que quase sempre essa espera resulta num 0 x 0 dos mais parados e chatos.  Mesmo sabendo disso a ansiedade não vai embora. Chata! Se bem que eu gosto. E assim que acabar eu logo crio outra espera. Assim como a Marisa Monte que passou. O feriado que logo vem. Ou qualquer encontrinho por aí. Invento melhor do que criancinha com medo de fantasma embaixo da cama.

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Luxemburgo

Fui à palestra do Vanderlei Luxemburgo, organizada pela Aceesp – Associação dos Cronistas esportivos do estado de São Paulo – no Hotel Renaissance, ontem. O atraso de 1 hora, segundo eles causado pelos problemas com vôos atrasados, nem chegou perto de me deixar irritada, já que pães de queijo, mousses de chocolate, sucos e refrigerantes estavam à disposição. Pra não falar do bom papo que me cercava. Sempre consigo a proeza de encontrar pessoas das antigas em eventos como esses. O tio da Ed. Física e o mais legal dos auxiliares da época do colégio. Nessas horas agradeço por ser cara de pau e sempre lembrar da cara de todo mundo. Sou ótima fisionomista. Óbvio que quase sempre não lembram de mim, mas eu sei exatamente quem são. E o tempo correu ainda mais depressa com a companhia mais do que profissional no assunto: horas correrem muito mais que depressa.

A estrela chegou às 21h. Cheio de luzes, terno, gravata e a pose habitual. Já falei que nem gosto dele, mas concordo plenamente que é um puta técnico. Um boleiro de marca maior. Não sei quem foi que inventou que o cara precisa seguir uma apresentação de slides, que obviamente nem foi montada por ele, com vídeos toscos e trilhas sonoras ainda piores. A idéia é falar de futebol. E pra isso nada melhor do que simplesmente conversar sobre futebol. Simples e óbvio. Contar casos. Não precisava de subdivisões por temas como frases, vencer, motivação ou qualquer baboseira do tipo.

O pior é que sinto uma vergonha alheia absurda. Era só deixar ele lá falando que era aula na certa. Pra que essa baboseira? Só pra sentir o clima, selecionei algumas frases que o homem usa como lema de vida ou sei lá o que…

“O grande campeão se constrói na derrota” (Profunda essa. Deve ser campeã de citações nos livros de auto-ajuda)

“Se alguém tiver que morrer, entre meu pai e eu, que morra meu pai que é mais velho” (Juro que ele disse essa. Com direito a explicação palavra por palavra)

“Se na sua casa tiver dois banheiros e você ficar em dúvida, você faz nas calças” (Só pra fechar com chave de ouro. Campeã!)

Algumas risadas depois de cerca de uma hora, a apresentação abriu para perguntas, umas 10 no máximo. Respostas curtas e simples. O que eu concordo plenamente. Isso que ele sabe fazer. Responder rapidamente, improvisar e manter a pose.

Muitos convidados ilustres. A presidência do jornalista Ricardo Capriotti, também mediador do encontro. E o mais requisitado da noite, o famoso Godoy. Ex Milton Neves, atual Band. Hilário. Só isso.

(…)

Antes – passei uma tarde inteirinha sozinha comigo mesma. Cinema, Paulista, Augusta, Mc Donald´s e Livraria Cultura. Um filme francês (Medos privados em lugares públicos) um tanto cabeção. Que eu podia ter aproveitado muito melhor se não fosse o ar condicionado congelante. E aquela ansiedade de sempre que me acelera e desconcerta. E que eu gosto e odeio muito.

Depois – Tranquilidade demais. Paz demais. Pensamento vazio. Medo enorme de pensar. Vácuo. E, claro, isso é sempre sinal de trovoadas se aproximando. Batata! (ai, que velha essa expressão) Um errinho que gerou o maior frio no estômago que uma pessoa pode sentir assim em situações rotineiras. Porque não foi nenhum acidente horrível. E só de imaginar me dá uma vontade de vomitar. E dói muito muito muito. Não sei se pelo inesperado. Dormi encolhida e triste. Droga! Acho que vou ter essa sensação pra sempre.

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Eram 15:45 e já estávamos acomodados frente ao símbolo, do lado esquerdo do campo. Mais lindo que o Sol, era o estádio. Posso até ser suspeita pra falar, mas o Morumbi é lindo demais. Mais de quarenta mil pessoas e um joguinho que nem foi lá essas coisas. Pra falar bem a verdade, um joguinho com inho bem minúsculo.

Estávamos eu e um amigo dos mais legais que podem existir por aí. Apesar da novidade, e talvez uma certa estranheza, me senti a vontade e feliz. Não sei porque eu reclamo tanto se tenho tanta gente desse porte ao meu redor.

O primeiro tempo se foi sem nenhuma grande emoção a não ser uma bola de cabeça do Borges, tirada em cima da linha. E uma jogada do lado de lá que o Rogério abafou bonito. Papo vem, papo vai, volta o segundo tempo. Cinco gols e um resultado que não reflete exatamente o jogo, mas sim a diferença entre os adversários. Ôô time ruinzinho esse do Náutico. Merece a volta pra segunda divisão tranquilamente. Apesar dos tantos concorrente à altura.

O espetáculo à parte, tirando a educação a la Europa do meu amigo, claro, ficou por conta dos comentaristas clássicos de estádio. Isso sem comentar muito sobre a voz inebriante do garoto logo atrás de nós. Uma gralha morreria de inveja. O que era engraçado começou a irritar. E a gota d’água veio com a melhor conclusão dos últimos tempos, quando ele grita: Cadê o Danilo? Não pode ser verdade. O que as pessoas acham nele? O que? Só rindo.

Ri do Souza também. Porque chorar nem dá mais. Jogou nada. Campeão de passes errados. E o Leandro, nojento! Como diz outro amigo. Bola, hoje no Tricolor, só lá pra trás mesmo. Mais uma rodada sem tomar gol. Como disse alguém na Folha de hoje, o São Paulo joga agora a la calcio italiano.

O Sol foi embora e deixou uma Lua ainda mais sensacional. E aquele céu cheio de cores. Com o Morumbi abaixo. Paisagem de quadro pintado. Nem gosto desses dias, viu. Quase nada. Pra não dizer que o domingo é chato e que a segunda logo vinha, voltei pra casa e saí de novo. Ganhei a cervejinha que eu tanto pedia. Assim, de surpresa, que é bem mais legal. E ainda melhor com o casal 20 do momento.  

*O detalhe é que tinha escrito um texto bem mais legal ontem assim que cheguei do jogo. Mas algum ser muito inteligente inventou essa tecla no teclado que desliga o computador com um simples toque sem nem perguntar de novo se eu tinha certeza. Eu, mais inteligente ainda, sempre aperto essa porcaria. Perdi tudo. E escrever assim, sem o calor do acontecimento, é bem diferente. Meio morno.

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Marisão!!!

Sensacional. Lindo. E profundo. Saí do Show da Marisa Monte pensando: não estou sozinha. Oquei, isso não trouxe grande alívio, mas é bom saber que existem muitos bobos por aí. Que se encantam e sentem.

Não consigo escolher a melhor música. Só sei que todas as letras tem um algo que eu sempre quis explicar e ela diz com todas as letras. Mas isso é coisa da minha cabeça, e da minha prima, e daquela galera que lotou o Tom Brasil. Nada que seja entendido por aí.

Entre os melhores trechos:

“Só não se perca ao entrar no meu infinito particular”

“Lá o tempo espera, Lá é primavera, portas e janelas ficam sempra abertas, pra sorte entrar”

“Beija eu, seja eu, deixa que eu seja eu, e aceita, o que seja seu, então deita e aceita eu”

“Até parece que não lembra, que não sabe, o que passou, não faz assim, não faz de conta que não pensa, em outra chance pra nós dois, olha pra mim, não me torture, não simule, não me cure de você, deixa o amanhã dizer”

“O meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você, um dia eu vou estar contigo e você vai estar na minha”

“E no meio de tanta gente eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio, e eu que pensava que não ia me apaixonar, nunca mais na vida”

Saímos do show e nem aguentamos a cervejinha que tínhamos planejado. E que noite braba. Sonhos idiotas. Acordando de meia em meia hora. E um vazio aqui dentro. Escrevi a madrugada toda. E tenho até vergonha de ler agora de dia. Sai zica. E eu me odeio cada dia mais. Bem legal isso…

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Acabei de chegar em casa e ainda com um pouco de cerveja na cabeça a minha vontade é escrever tudinho que eu sinto. Já pensei um monte de coisas e cheguei a uma conclusão: não adianta esperniar.

E por isso o melhor a fazer é calar. Por mais que essa seja a opção menos eu de todas.

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