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Archive for julho \22\UTC 2007

A Lua…

São 3:00 da manhã, acabei de chegar de mais uma baladinha, mais um Mc, mais cheiro de cigarro no cabelo e mais uma vez maluca das idéias. Antigamente eu saía e voltava com a mesma sensação de pra quê? Por que assim? Por que tanto barulho e pouca emoção? Por que esse papinho de sempre? Eu chegava a ficar nesses “porques” olhando pro céu e vendo a lua em plena barulheira. Eu, no meu silêncio e no meu mundo. Que era só meu. E que me fazia suspirar sempre com a mesma sensação: não preciso disso.

Nas últimas saídas essas idéias sumiram completamente. Andava curtindo de verdade. Sem sequer lembrar que um dia eu tive dúvidas. Que um dia eu me senti assim. Tanto alívio por tão pouco. Por apenas suspirar. Hoje, de repente, voltou tudo. Aquele dia lá no clube na outra cidade, do outro amor, da mesma lua e da mesma sensação. Aquele dia que eu senti felicidade depois de uma baita infelicidade. Aquele dia que eu me bastei. E suspirei bem profundo.

Paz. É essa a sensação. Esse o suspiro. Mesmo com tanta confusão. Mesmo com essa vontade explodindo aqui dentro. Mesmo com essa madrugada muda, da casa só minha, da ansiedade que ora me atropela, ora me deixa estagnada. O tempo não vai passar. A vontade não vai passar. Eu – mais uma vez – vou esperar. E ainda assim me sinto em paz. Leve.

Amo a noite. Amo pensar. Mesmo que eu sinta dor a cada minuto que os pensamentos se misturam. Amo estar aqui, sozinha, com tantas opções. Amo sorvete, chocolate e cerveja com camarão. Amo o abraço. Amo os cheiros que me levam bem longe pra sempre. Mesmo que não seja. Mesmo que o tempo não passe. Mesmo que eu mude. Sempre vão ter esses textos pra me colocar exatamente no mesmo lugar, nas mesmas sensações…

Antes de ontem quando olhei tudo aquilo que já escrevi, e li e reli com lágrimas brotando nos olhos, eu entendi. Comprovei que não mudo. Que ninguém muda. Comprovei que escrevia muito melhor do que hoje. Que eu realmente era boa nisso. E entendi que tudo vai passar. De novo. 

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Eu nasci numa segunda-feira e estou nessa loucura de vida a exatamente 270 meses ou 1.178 semanas, ou ainda, 8.249 dias. Por que ninguém me avisou que ia ser tão difícil? Por que ninguém disse que eu ia camelar, que eu ia me frustrar, que eu ia sonhar e acordar mais vezes do que sonhar e realizar? Por que ninguém me contou que nem tudo é como a gente quer, que nem tudo simplesmente é?  

Eu queria que fosse como nessas noites mal dormidas que eu acordo angustiada, olho pro lado, vejo meu quarto, me enrolo no edredon, viro pro lado e durmo de novo pensando com um sorrisinho de lado: “foi só um sonho…sabia!”

*Pra saber seu tempo de vida clica http://www.candombleketu.net/tempovida.htm

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Tarde vazia

Acordei com esse tempo cinza lá fora morrendo de vontade de ficar bem quietinha dentro dos meus sonhos em cima do meu travesseiro.

Minha amiga faz 20 anos e eu lembro da época que eu fazia joguinhos no papel com 3 nomes de meninos, 3 lugares pra viver, a quantidade de filhos que eu teria e a idade que eu mesma escolhia pra casar. Sempre colocava 21. Como se aos 21 eu já fosse adulta, tivesse uma vida segura e soubesse exatamente o que eu quero. Já tenho 22 e nenhuma das opções foram preenchidas.

Com um pouco mais de noção eu diria que aos 40 talvez eu tenha uma certa segurança, talvez eu não controle mais minha conta bancária, talvez não gaste tanto com cerveja, talvez  passe cremes e corra no Ibirapuera, talvez ainda acredite nas pessoas, talvez não viva mais na novela das oito…

(…)

O dia continua feio. O Pan continua lá longe. E eu continuo controlando a minha conta…

(…)

Só pra lembrar que eu sempre quero o que eu não tenho, hoje eu queria uma cama bem grande, uma tv ainda maior, edredons, todos os canais no Pan, muito chocolate e coca-cola, e à noite pizza de brócolis com guaraná.

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Tava tudo pronto pra eu escrever o texto mais egoísta de todos os tempos. Esses cheios de frases incompletas que só eu entendo. Mas aí veio o Abreu e empatou o jogo, o Brasil ficou perdido e a emoção finalmente entrou em campo… Nada como um joguinho transformado em batimentos acelerados pra me fazer esquecer, parar de pensar, mudar de rumo. Adoro pênaltis. Isso explica grande parcela da minha personalidade. Tenho prazer nas dificuldades, talvez goste de sofrer, talvez goste de sentir medo, talvez eu simplesmente procure as fortes emoções.

Não entendo tudo que eu acho que entendo, mas o futebol bem que pode desenhar essa minha vida, essas minhas manias, esse meu caminho. O Lugano bem que podia ter feito. E eu ia continuar aqui cheia de adrenalina. E pra falar a verdade os resultados me importam menos que o processo. Os meios valem mais que o fim. Tá aí outro traço que comprova o meu masoquismo.

Pior que o texto estava prontinho na minha cabeça. E eu sentia tanto tanto. Assim como um aperto aqui dentro. E não parava de pensar nem um segundo. E pensar – como eu sempre digo – dói, né?!

Começava assim: “Adoro ser trouxa. Adoro porque a realidade fica saltando na minha frente e eu paro de criar. Paro de ser otimista. E começo a enxergar com uma lupa bem grande… “ Aí tinha um monte de bláblábláblá no meio mais ou menos assim: “…eu tô feliz porque descobri que nasci pra ser amiga. A melhor amiga de todas. E amo isso. Talvez eu trabalhe inconscientemente nisso. E eu não posso reclamar. Porque eu tô feliz mesmo. Feliz de ser capaz de ser AMIGA mesmo. Porque eu me diverti muito. E eu sempre me divirto muito quando sinto que sou amiga. Quando acho aquela intimidade que só os amigos têm. Mesmo que eu tenha surgido só agora e não venha lá da infância…” Mais um bocado de blábláblá e eu terminava assim: “…odeio o meu celular, que vibra baixinho e me faz imaginar o ZZZZ que ele faz quando recebe uma mensagem.” 

Ainda bem que veio o Afonso e errou. E eu pude xingar o Dunga com gosto. E o Diego me causando muito medo e acertando. Logo depois o Abreu me fazendo feliz mais uma vez em menos de 2 horas, com uma cobrança a la Djalminha. Também o Fernando errando. Mais chance pra xingar. E, droga, podia não ter sido o Lugano, mas veio o Lugano e errou. Bateu tão mal que nem quero ver de novo. E eu pude ligar lá em casa. Falar a mesma língua com O cara que entende do negócio, mais conhecido como MEU pai. E sentar aqui com um texto novo. Sem drama.

 (…)

Já ia esquecendo de falar da minha super teoria. É o seguinte: só no Brasil juiz volta pênalti caso o goleiro se adiante. Pra quem assiste a jogos internacionais, pare e lembre das finais de libertadores, aliás de qualquer joguinho que tenha um pênalti qualquer. O juiz não volta. Copa dos campeões? O juiz não volta. Copa do mundo? O juiz não volta. Hoje eu comprovo mais uma vez. Eu sei que tá na regra. Mas juiz de fora não apita. Só aqui no Brasil que é essa festa. Pronto. Teoria comprovada. E viva o Rogério Ceni.

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Eu sempre achei que entendia das palavras. Que sabia direitinho o que cada ser queria dizer com as reticências, com a troca de palavras na última hora, com o não bem leve querendo dizer sim, com o te am..doro que era amo, com muito medo de se entregar, por isso transformado num adooooooro com “o” bem longo.

Letra de música cantada em alto tom sempre quis expressar os sentimentos loucos pra sair lá de dentro. Troca de nomes é ato falho sim, e eu sempre soube. Dizer “vai” abraçando bem forte é para ficar, todo mundo sabe. Encaminhar o texto do Xico Sá pra toda ala masculina dos contatos de e-mail é um claro grito de “bingo!”, o cara disse tudo… Falar pela fala dos outros é sempre mais fácil. Até frase feita, que eu odeio, pode fazer algum sentido.

Tudo bem que eu interpreto da minha maneira e provavelmente roubo a favor. Se bem que as inseguranças que me cercam me fazem muitas vezes acreditar na pior interpretação pra não me frustrar. Adoro ver tudo do jeito errado pra achar que eu sou errada e, claro, vai dar errado. Isso porque sou otimista. É que é frustrante demais a frustração.

Ai, sabe tudo! Só porque eu leio um livro por mês, sou viciada nas colunas do Calligaris, Lya Luft, Jabor, Soninha, Tati Bernardi, Walcir Carrasco, Xico Sá e todas as outras que aparecem na minha tela eu penso que sei alguma coisa. Só porque eu acredito nas energias que fazem a gente conhecer um e desencontrar de outro. Só porque eu viro fã de qualquer ser que discorde de mim e tenha argumentos pra isso. E viro fã também de quem é firme, seguro e sabe mandar e dizer não.

Acho que eu não aprendi a entender tudo não. O que eu sei é perguntar. E sei duvidar. E não entendo nadinha do silêncio. Só gosto do meu. Gosto, mas não entendo, claro.

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Seria muito mais fácil se não existissem os questionamentos. Eu queria acordar, tomar banho, comer, trabalhar, andar pela rua, prestar atenção no que me falam, me concentrar no que é importante. Perdi o dom da concentração. Na verdade nunca tive muito, desde a terceira série a professora já reclamava pra minha mãe que enquanto ela falava eu até estava olhando, mas estava longe, longe. Até pra escrever eu me perco. Tudo porque fico fazendo perguntas. E lembrando. Eu não vivo um dia após o outro como uma pessoa normal, eu vivo um dia, volto dois, vivo outro, volto quatro. Aí sonho com a próxima sexta, o sábado…daqui um mês. Olha isso. Comecei querendo uma coisa. Já estou em outra. Nem o que eu quero sou capaz de saber. Só sei que eu fico aqui viajando e as coisas não andam. Precisam de mim, né? Coloco um cd. Troco o cd. Abro o blog. Fecho o blog. Quero. Não quero mais. Foco.

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Voltando pra casa na sexta feira vi uma dessas cenas de felicidade que eu adoro. Um casal sentado na minha frente trocava carinhos com aquele olhar de início de namoro. Um brilho de novela. O menino desceu antes deixando a moçoila apaixonada nas nuvens. Era incrível o estado da moça. Juro que o caminho todo, mais de meia hora, o sorriso não saiu do seu rosto. Aquele risinho de lado, uma mordidela no lábio inferior, o olhar distante, os balões de histórias em quadrinhos era praticamente visível. Ela parecia lembrar de alguma coisa, de detalhes, de palavras… Era quase legível pelos olhos de todos. Não consegui deixar de olhar. Adoro felicidade.

(…)

Sozinha. Um bar. Double Chopp. Samba de roda. E uma bela dose de futebol. Foi o mico do ano. Mas foi também divertido. Os contatos foram inevitáveis. Eu juro que tenho amigos.

(…)

Assim como adoro ler de trás pra frente, escrevo completamente perdida na desordem. Nunca pensei o quanto pode ser divertida a noite num Karaokê na Liberdade. Era tudo junto e misturado. Espetinho de carne, yakissoba, cerveja, saquê, sinuca, karaokê, 20, 30, 40, 50, 60, 70 – todas as idades para todos os gostos, muitas cores, luzes, mesa, cadeira, almofadas… E a cia excelente. Depois da desconfiança a amizade desde a infância… O que o álcool não faz. Vídeos. E a falta de memória recente. Eu juro que lembro.  

(…)

Overdose de Justin Timberlake. Pegava fácil… Óbvio. (Bonito é o linguajar…isso é jornalismo!)

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