Sensacional. Lindo. E profundo. Saí do Show da Marisa Monte pensando: não estou sozinha. Oquei, isso não trouxe grande alívio, mas é bom saber que existem muitos bobos por aí. Que se encantam e sentem.
Não consigo escolher a melhor música. Só sei que todas as letras tem um algo que eu sempre quis explicar e ela diz com todas as letras. Mas isso é coisa da minha cabeça, e da minha prima, e daquela galera que lotou o Tom Brasil. Nada que seja entendido por aí.
Entre os melhores trechos:
“Só não se perca ao entrar no meu infinito particular”
“Lá o tempo espera, Lá é primavera, portas e janelas ficam sempra abertas, pra sorte entrar”
“Beija eu, seja eu, deixa que eu seja eu, e aceita, o que seja seu, então deita e aceita eu”
“Até parece que não lembra, que não sabe, o que passou, não faz assim, não faz de conta que não pensa, em outra chance pra nós dois, olha pra mim, não me torture, não simule, não me cure de você, deixa o amanhã dizer”
“O meu coração é um músculo involuntário e ele pulsa por você, um dia eu vou estar contigo e você vai estar na minha”
“E no meio de tanta gente eu encontrei você, entre tanta gente chata e sem nenhuma graça, você veio, e eu que pensava que não ia me apaixonar, nunca mais na vida”
…
Saímos do show e nem aguentamos a cervejinha que tínhamos planejado. E que noite braba. Sonhos idiotas. Acordando de meia em meia hora. E um vazio aqui dentro. Escrevi a madrugada toda. E tenho até vergonha de ler agora de dia. Sai zica. E eu me odeio cada dia mais. Bem legal isso…